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9 passos para deixar de ser empregado e virar empreendedor
Entre pedir demissão e abrir sua empresa, há espaço para que você faça uma transição estruturada

É muito comum ver empreendedores que decidiram criar sua empresa ao ficarem insatisfeitos com o emprego que tinham. São três as etapas para quem quer deixar de ser funcionário e virar patrão. A primeira é pedir demissão. A última, abrir o negócio. O intervalo entre as duas permite que uma transição seja feita.

Em artigo, publicado originalmente no site da revista "Entrepreneur", o empreendedor Sujan Patel listou os passos que, segundo ele, devem ser tomados por quem deseja sair do emprego sem atritos e criar um negócio estruturado. Confira:

1. Encontre sua paixão
Antes de tudo, descubra os segmentos em que você gostaria de empreender. É importante, diz Patel, que você seja realista: eleja setores em que suas habilidades e pontos fortes podem ajudar você a conquistar o sucesso. Do contrário, você pode se arrepender de ter largado o emprego.

2. Não seja tão sonhador
Mais uma dose de realismo. Você deve desenvolver um produto ou serviço que chame a atenção das pessoas. Lembre-se: sem clientes, não há como obter receitas. E, consequentemente, seu negócio irá à falência.

3. Valide sua ideia
Além do seu realismo, você precisa descobrir se, realmente, sua ideia é viável. Para isso, você precisa validar seu negócio, conversando com seu público-alvo. Nessa pesquisa de campo, é bem possível que uma parte do seu projeto mude, pois o que você pensou pode ser diferente da opinião dos clientes. Sem problemas: ajuste o que for necessário e siga para o próximo passo.

4. Desenvolva seus planos de negócio e de marketing
Agora que você sabe o que vender, é hora de descobrir como vender. Desenvolva um plano de negócio, que deverá mostrar um planejamento para a sua empresa no médio prazo. Nele, você tem que mostrar como você quer ganhar dinheiro. Ou seja, se vai apostar em vendas diretas, pagamentos mensais ou receitas vindas de anúncios, dentre muitas outras formas de monetização. De acordo com Patel, também vale pensar em uma estratégia de marketing. Planeje quanto você pode gastar e que canais de comunicação usará para atingir seus clientes.

5. Tenha dinheiro
Você precisa de algum dinheiro para abrir seu negócio, bem como de capital de giro, que é a grana que você vai usar para pagar as contas da empresa enquanto ela ainda não gera faturamento. O dinheiro, afirma Patel, não precisa ser seu. Você pode buscar um investidor, por exemplo.

6. Comece devagar
Segundo o especialista, caso sua empresa não exija atenção exclusiva, não há problema em começar seu negócio enquanto ainda trabalha como empregado. Só é importante não arriscar tudo. Comece devagar, com uma equipe enxuta e sem gastar todo o seu dinheiro. Vá recebendo o feedback dos seus primeiros clientes e veja se a empresa tem chances de decolar.

7. Construa uma equipe
Se você não vai se dedicar em tempo integral à sua empresa, deve ter alguém de confiança a postos para resolver os problemas que surjam em sua ausência. Dependendo da sua experiência, também vale contratar especialistas em áreas como finanças, atendimento ao cliente e marketing. Tais adições à equipe, naturalmente, vão depender da quantidade de dinheiro que você tem.

8. Veja se vale a pena sair. E saia
Ao abrir sua empresa, veja se tudo está dando certo. Caso não esteja, desista. Segundo Patel, falhar é algo bastante comum e faz com que o empreendedor cometa menos erros no futuro. Se tudo estiver bem e você já puder viver da sua empresa, peça demissão. A partir daí, foque no seu negócio em tempo integral.

9. Escale
Agora que você se dedica exclusivamente ao negócio, é hora de crescer. Coloque em prática seu plano de negócio e multiplique seus ganhos. De acordo com Patel, é muito importante valorizar a equipe. Afinal, foram eles que "seguraram a barra" enquanto você se dividia entre o emprego e o próprio negócio. Lembre-se que, sem um time motivado e engajado, você não vai longe.


FONTE: http://revistapegn.globo.com/Como-comecar/noticia/2015/07/9-passos-para-deixar-de-ser-empregado-e-virar-empreendedor.html
Em momentos de crise, aposte na inovação

Inovar é uma das ferramentas mais eficazes no enfrentamento de crises. Uma ideia nova pode resolver uma série de problemas



Momentos de crise exigem resposta rápida e eficaz. Uma dessas respostas é a inovação. Sofia Esteves, fundadora da Companhia de Talentos, define inovar como: “encontrar soluções para pequenos ou grandes problemas. Não significa necessariamente ‘inventar a roda’ ou ter uma ideia que renda cinco milhões de dólares a cada semana. Significa quebrar padrões. Encontrar novas maneiras de fazer algo que já é feito há muito tempo, sempre do mesmo jeito. É resolver problemas ou se antecipar a eles. É cuidar para que as organizações permaneçam competitivas, os negócios permaneçam vivos e o planeta mais sustentável” (Exame.com – 24/05/2014). Essa definição é perfeita. Em tempos de crise, precisamos encontrar soluções. Trabalhar com menos dinheiro ou vivenciar grandes pressões exigirão soluções que talvez nunca tenham sido sequer pensadas. E, por certo, algumas dessas soluções serão a escapatória para o aumento da crise e até mesmo sua solução.

Quebrar padrões é outra grande contribuição da inovação. Em momentos de crise, entramos em um padrão de negativismo, medo, contenção de despesas e por aí vai. Quais desses padrões precisam ser quebrados? A inovação pode trazer esperança e uma nova maneira até de enxergar a crise. Mas há padrões anteriores à crise que também devem ser quebrados. Ouvimos com certa frequência que a crise nos ensina a fazermos as coisas de modo diferente e a descobrir quais são, de fato, nossas necessidades. Conheço muita gente que, em momentos de crise, percebeu que estava gastando muito dinheiro com supérfluos e passou a controlar melhor suas aquisições. Um padrão foi quebrado aqui, e graças à crise.

Encontrar novas maneiras de fazer algo também é uma das boas coisas que a inovação traz. Quem sabe podemos atingir o mesmo objetivo gastando menos, tendo rotinas mais leves e investindo menos esforços. Muitas pessoas aprendem a enxugar a agenda em momentos de crise e descobrem que ter mais tempo para a família – por exemplo – é algo fantástico e vale mais do que alguns trocados no bolso. A criatividade em realizar as coisas é aguçada na crise. E muitas coisas boas vão aparecendo.

Vale ressaltar que a inovação não diz respeito apenas a rotinas profissionais. Inovar pode ser aplicado aos relacionamentos, à religiosidade, à agenda pessoal e outros. Com o tempo, vamos reproduzindo ações que se tornam cansativas, improdutivas ou até nocivas. Inove. Em todas as áreas, há espaço para fazer diferente. Não espere um casamento acabar ou uma empresa falir para inovar. Um novo momento pode ser inaugurado com uma boa pitada de inovação.


Por Guilherme Gimenez - técnico em Administração de Empresas, bacharel em Teologia, Mestre em Ciências da Religião e Doutor em Teologia. Formado em Liderança Avançada e MBA em Gestão de Projetos.

FONTE: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/em-momentos-de-crise-aposte-na-inovacao/89629/
5 passos para formar um time vencedor


Você concorda que por trás de um grande empreendedor tem sempre uma grande equipe? Basta olhar para qualquer empresário de sucesso e você verá que ele se cerca de pessoas que o ajudaram a chegar aonde ele está. Por isso a formação de times vencedores é apontada como um dos maiores desafios que um empreendedor pode encarar.
E como formar uma equipe campeã? Aqui vai um guia para você se inspirar e construir o verdadeiro diferencial de sucesso nos negócios – um time vencedor!

1) Ter ou não ter sócio, eis a questão! Apesar do peso dado a esta pergunta, a resposta tem que vir da reflexão em cima de dois fatores. O primeiro é entender como o sócio vai contribuir naquilo que você precisa, como por exemplo com recursos financeiros ou competências complementares às suas. O segundo fator é entender se você precisa de um sócio para conseguir o primeiro fator: será que não consegue o capital necessário emprestado? Ou contratar um funcionário ao invés de ter um sócio?

2) Sendo um sócio a solução, como evitar que ele se torne um problema? Definindo os papéis de cada um na sociedade é um bom caminho. Descreva o que cada sócio fará, buscando ser o mais detalhista possível. Converse entre vocês, depois converse com pessoas mais experientes, anote tudo e por fim converse com um advogado para colocar todos os pontos no papel. Questões como a remuneração de cada um, participação nos lucros e pró-labore são pontos essenciais na construção de uma relação societária saudável.

3) E como atrair as pessoas certas?  Seja como sócio ou como empregado, sua empresa tem que inspirar as pessoas com brilho no olhar na formação de um time vencedor. Para isto não basta uma boa remuneração, você tem que compartilhar sua ideia de forma inspiradora. Na busca das pessoas, use seu network ou a internet. Já nas entrevistas, você pode focar nas experiências anteriores para preencher questões técnicas, e nas questões comportamentais para avaliar o espírito empreendedor do candidato, as aspirações que o movem, sua capacidade de lidar com o novo, etc. Dependendo da vaga, a ênfase poderá ser maior ou menor no lado técnico ou comportamental.

4) Agora sua missão é reter os melhores. E de cara já digo que salário é fator menor nesta retenção. Pesquisas mostram que as melhores empresas retém seus colaboradores ofertando autonomia, conhecimento e propósito. E isto se materializa no dia-a-dia com o bom relacionamento no ambiente de trabalho, o reconhecimento pelo trabalho realizado, ter autonomia de ação, ser sempre desafiado, ser ouvido (pertencimento), possibilidade de crescimento pessoal (conhecimento) e profissional (promoções), entre outros. Foque nestes pontos, pague um salário justo, e você terá os melhores ao seu lado.  

5) E qual é a peça-chave para o sucesso na construção de um time vencedor? Você! Como líder – sim, liderança e empreendedorismo tem tudo a ver! – você precisa se conhecer e se desenvolver! A boa notícia é que a liderança não é um dom que vem no DNA: trata-se de uma competência comportamental que pode ser aprendida. Depende apenas de você! E cada vez que sua empresa cresce, mais líderes são necessários para sustentar este crescimento, o que torna uma das suas maiores missões a formação de novos líderes na sua empresa.
Sua empresa é feita de pessoas. Lidera-as bem e você estará pavimentando o caminho para o sucesso. 

Pense nisso. Bom trabalho. 
Sucesso!


Por Semio Timeni Segundo / Business coach
FONTE: http://tribunadonorte.com.br/noticia/5-passos-para-formar-um-time-vencedor/320049

Suite 78
Tomar coragem para empreender é como aprender a nadar



O empreendedor e o medo: como funciona essa relação?


“Sem saber que era impossível, foi lá e fez” é uma frase recorrente em situações de superação. Alguns dizem que a frase é do escritor norte-americano Mark Twin. Outros, do artista francês Jean Cocteau. E muitos já se apropriaram dela.

Mas quantos sabiam que era impossível e nem tentaram? Quantos tiveram medo de tentar? E pior, dos que sabiam que era possível, quais, ainda assim, foram vencidos pelo medo? Neste contexto, aprender a empreender e a nadar guarda muitas relações:

O medo de se jogar na água

Se aprendeu a nadar depois de adulto ou conhece alguém assim, sabe como este medo funciona. Primeiro, o seu outro eu fica questionando: por que aprender a nadar “depois de velho”?

Seu eu grandioso vai alegar que é para se virar em casos de emergência, para aproveitar as oportunidades que sempre perdeu nas suas viagens de férias e para ter uma vida mais saudável. Mas, depois, seu outro eu irá questionar o trabalho que dá aprender a nadar. Seu eu irá reclamar de qualquer coisa para fazê-lo(a) desistir.

E, uma vez na água, você começa a sentir as batidas do coração na sua boca. Seu eu pequeno e grandioso terão sumido e agora só depende de você.

O medo de não “dar pé”

Depois de aprendida as braçadas e pernadas, alguém dentro de você ficará lembrando que em determinada parte da piscina não dá para simplesmente ficar de pé esperando o fôlego voltar. E quando isto acontecer em um rio ou mar desconhecido? Você não entende por que aquele coração disparado o(a) impede de simplesmente boiar. E se não tiver ninguém próximo que possa socorrê-lo(a)?

O medo de nadar em um rio ou mar

Mesmo para quem nada bem em piscina, entrar em um rio ou mar pela primeira vez causa um frio na barriga. E a correnteza, as ondas, as câimbras? Algum animal perigoso? 

O medo dos grandes desafios

Muitos já se sentem vitoriosos em simplesmente sair da praia, atravessar as ondas, nadar em alto mar e voltar. Outros poucos se apaixonam pelo esporte e começam a buscar desafios cada vez maiores. Todos estes medos foram vencidos pela paraibana Kay France.

Aos 12 anos, nunca tinha entrado em uma piscina. Aprendeu a nadar dois anos depois e, em 1979, aos 17 anos, foi a primeira brasileira a cruzar os 33 km do Canal da Mancha, entre Inglaterra e França, a nado. 

Assim, se tiver medo de se jogar na água e empreender, faça cursos vivenciais de empreendedorismo como o Empretec do SEBRAE ou Startup Weekend. Sentirá as batidas do seu coração quando interagir com clientes, fornecedores e parceiros, mas aprender a dominar suas emoções faz parte do aprendizado.

Se aprender a confiar na sua capacidade de “se virar”, o medo de não “dar pé” diante do desconhecido diminui com um bom planejamento do negócio. Planos de negócio ainda ajudam a reduzir os riscos de negócios mais tradicionais e abordagens como Business Model Canvas, Customer Development e Lean Startup são fundamentais para validar startups mais inovadoras. 

Assim, atitude empreendedora e o bom uso das ferramentas de planejamento são as melhores soluções para o medo de entrar em um rio ou mar chamado mercado. Mas não se esqueça de contar com parceiros, mentores e um recurso financeiro para os casos de emergências. O mercado tem ondas, correntezas e a concorrência é animal. 

E, depois disso, vale a pena sonhar o sonho grande? Muitos empreendedores já se sentem satisfeitos em ter um grande negócio e não, necessariamente, um negócio grande. Mas preocupe-se com isso quando já tiver construído algo realmente grandioso. A quase totalidade dos grandes empreendedores não sabia que isto era possível fazer tanto quanto optaram por entrar na água. 

Quando tiver vencido este último desafio, a frase da Kay France ”ninguém acredita em você até a hora em que você consegue" será o coração da superação de todos os seus medos de empreender. E a nadadora complementa: “A partir daí, todos querem ter uma participação em suas conquistas”. 



Marcelo Nakagawaya é professor de Empreendedorismo do Insper.
Editado por Mariana Fonseca, de EXAME.com

FONTE: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/tomar-coragem-para-empreender-e-como-aprender-a-nadar


Suite 87
Oceano azul: marujo, há um mar de novos mercados esperando por você!



A estratégia do oceano azul propõe uma nova abordagem para o crescimento de um negócio que quer ser cada vez mais lucrativo: explorar novos mercados em vez de disputar com seus concorrentes aqueles já saturados.

E, então, a Apple lançou o Itunes e o Ipod. E esses novos produtos colocaram a empresa milhas à frente da concorrência. Com as novidades, alcançou um novo mercado além do seu: os consumidores de música. E o melhor:  os antigos concorrentes dela não estavam ali. A Apple entrou soberana no oceano azul.

Falando sobre oceano azul, a história de Samuel Klein e seu império, as Casas Bahia, também logo vem à cabeça. Muito antes de se falar no conceito, o empreendedor já estava à frente de seus concorrentes, pilotando seu transatlântico em um enorme e límpido oceano azul, ou um enorme e inexplorado mercado: consumidores de baixa renda.

Não é à toa que construiu um império, e quando seus concorrentes (outras grandes lojas de eletrodomésticos) lutavam para vender mais, ele prosperava em outros setores, intocado e bastante seguro das perspectivas do mercado que tinha descoberto.

De acordo com  estratégia do Oceano Azul, para uma empresa se tornar um negócio cada vez mais lucrativo e crescer, ela deve buscar novos e intocados mercados (em vez de disputar consumidores com seus concorrentes em mercados já saturados).

De acordo com esse novo olhar, o empreendedor pode e deve fugir da competição em mercados já explorados - onde as possibilidades de crescimento e aumento de lucratividade são, justamente, cada vez menores devido ao aumento da concorrência – e direcionar seu negócio para novos mercados, até então inexplorados. Essa abordagem vale tanto para futuros empreendedores, quanto para negócios já existentes. Para crescer, busque novos mercados.

Mas, afinal da onde vem essa história de oceano azul?
O conceito da estratégia do oceano azul foi criado por dois pesquisadores, W. Chan Kim e Renée Maiborgne. Após a realização de uma grande pesquisa envolvendo mais de 150 movimentos estratégicos ocorridos em mais de 30 indústrias ao longo de 100 anos (1880-2000), chegaram justamente à conclusão que as empresas, em vez de competir com concorrentes, poderiam focar em novos mercados.

Assim, o termo oceano azul foi uma metáfora criada para descrever os tais novos mercados, intocados e livres de concorrência. Também há um nome poético para denominar mercados já conhecidos e saturados, oceano vermelho, que representaria um grande e sangrento campo de batalha, onde empresas concorrentes  lutariam entre si na disputa por consumidores.

A pesquisa e a abordagem foram apresentados no livro “Blue Ocean Strategy”, um grande sucesso de vendas, que fez a cabeça de importantes executivos do mercado, mas também de jovens empreendedores em busca de novos negócios. Só para constar, a obra foi traduzida para 43 línguas, e mais de 3,5 milhões de cópias foram vendidas.

Se você nunca ouviu falar desse tema, assim que terminar esse artigo, vale comprar um exemplar e se aprofundar no assunto. Aqui, você encontra uma entrevista (em inglês) que a Fast Company fez com os autores do livro, falando especificamente sobre o tema. Outra dica é acessar o site oficial da publicação. Vale a pena a navegação: lá você encontra cases e depoimentos de CEOs de grandes empresas que adotaram a estratégia do Oceano Azul.

Tá bom, mas como faço para achar o oceano azul do meu negócio?
Antes de mais nada, para se criar uma estratégia de oceano azul, é preciso conhecer muito bem como funciona o oceano vermelho, ou seja, o mercado onde o negócio já está atuando e toda a sua dinâmica. Assim, é possível entender os seus consumidores e concorrentes. Mas também é preciso olhar atentamente para seus não-consumidores. As oportunidades estão com eles.

Outro ponto importante é ter clareza que novos mercados surgem de inovação de valor, e não necessariamente da inovação tecnológica.

Além disso, você pode usar como ferramenta o Strategy Canvas. Ele te ajuda a entender a essência da estratégia daqueles que competem no oceano vermelho e desenvolver propostas de oceano azul. Saiba mais aqui.

A seguir, separamos algumas dicas (retiradas deste artigo da Harvard Business Review) para te ajudar nessa missão de desbravar novos mares, e não cair em armadilhas comuns.

1- Cuidado para não desenvolver estratégias de criação de mercado que sejam voltadas para clientes já existentes: é comum cair na armadilha de investir apenas no desenvolvimento de estratégias voltadas a clientes já existentes, estratégias para melhorar a experiência do cliente. Elas são importantes, ok? Mas não para alcançar o objetivo de expandir para novos mercados.

2 - Cuidado para não confundir estratégias de criação de novos mercados com estratégias de nicho: identificar e capturar nichos de mercado também é muito importante, e essas estratégias podem trazer excelentes resultados, mas descobrir um nicho em um espaço já existente não é a mesma coisa que identificar um novo mercado.

3 - Cuidado para não achar que uma estratégia de criação de mercado está, necessariamente, ligada à inovação tecnológica: sim, a tecnologia vem transformando mercados e indústrias, mas a criação e expansão para novos mercados não depende somente disso. Lembra-se do exemplo de Samuel Klein e as Casas Bahia? Aliás, muitas inovações tecnológicas não conseguem criar novos mercados, mesmo que ganhar os elogios de empresas e seus colaboradores prêmios científicos.

4 - Atenção, criação de mercado não é a mesma coisa que destruição criadora: a teoria da destruição criadora de Joseph Schumpeter está no cerne da economia da inovação, e ocorre quando uma invenção transforma radicalmente um mercado e acaba destruindo concorrentes que não acompanham essa transformação. Um exemplo são os aplicativos de táxi, que mudaram radicalmente a forma como esse mercado funciona – e as cooperativas e empresas tradicionais estão ralando para correr atrás do prejuízo. Agora, a criação de novos mercados não envolve destruição criadora pois expandir para novos mares significa, na prática, justamente oferecer soluções que não existiam anteriormente. A indústria de microfinanças do Banco Grameen é um exemplo.

O mercado está muito competitivo. Então, em vez de bater de frente com seus concorrentes, que tal investir na criação de novos mercados?

Marujo, acredite, há um enorme oceano azul esperando por você!



FONTE: https://endeavor.org.br/oceano-azul/
Publicado originalmente por Business Harvard Review





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