5 passos para formar um time vencedor


Você concorda que por trás de um grande empreendedor tem sempre uma grande equipe? Basta olhar para qualquer empresário de sucesso e você verá que ele se cerca de pessoas que o ajudaram a chegar aonde ele está. Por isso a formação de times vencedores é apontada como um dos maiores desafios que um empreendedor pode encarar.
E como formar uma equipe campeã? Aqui vai um guia para você se inspirar e construir o verdadeiro diferencial de sucesso nos negócios – um time vencedor!

1) Ter ou não ter sócio, eis a questão! Apesar do peso dado a esta pergunta, a resposta tem que vir da reflexão em cima de dois fatores. O primeiro é entender como o sócio vai contribuir naquilo que você precisa, como por exemplo com recursos financeiros ou competências complementares às suas. O segundo fator é entender se você precisa de um sócio para conseguir o primeiro fator: será que não consegue o capital necessário emprestado? Ou contratar um funcionário ao invés de ter um sócio?

2) Sendo um sócio a solução, como evitar que ele se torne um problema? Definindo os papéis de cada um na sociedade é um bom caminho. Descreva o que cada sócio fará, buscando ser o mais detalhista possível. Converse entre vocês, depois converse com pessoas mais experientes, anote tudo e por fim converse com um advogado para colocar todos os pontos no papel. Questões como a remuneração de cada um, participação nos lucros e pró-labore são pontos essenciais na construção de uma relação societária saudável.

3) E como atrair as pessoas certas?  Seja como sócio ou como empregado, sua empresa tem que inspirar as pessoas com brilho no olhar na formação de um time vencedor. Para isto não basta uma boa remuneração, você tem que compartilhar sua ideia de forma inspiradora. Na busca das pessoas, use seu network ou a internet. Já nas entrevistas, você pode focar nas experiências anteriores para preencher questões técnicas, e nas questões comportamentais para avaliar o espírito empreendedor do candidato, as aspirações que o movem, sua capacidade de lidar com o novo, etc. Dependendo da vaga, a ênfase poderá ser maior ou menor no lado técnico ou comportamental.

4) Agora sua missão é reter os melhores. E de cara já digo que salário é fator menor nesta retenção. Pesquisas mostram que as melhores empresas retém seus colaboradores ofertando autonomia, conhecimento e propósito. E isto se materializa no dia-a-dia com o bom relacionamento no ambiente de trabalho, o reconhecimento pelo trabalho realizado, ter autonomia de ação, ser sempre desafiado, ser ouvido (pertencimento), possibilidade de crescimento pessoal (conhecimento) e profissional (promoções), entre outros. Foque nestes pontos, pague um salário justo, e você terá os melhores ao seu lado.  

5) E qual é a peça-chave para o sucesso na construção de um time vencedor? Você! Como líder – sim, liderança e empreendedorismo tem tudo a ver! – você precisa se conhecer e se desenvolver! A boa notícia é que a liderança não é um dom que vem no DNA: trata-se de uma competência comportamental que pode ser aprendida. Depende apenas de você! E cada vez que sua empresa cresce, mais líderes são necessários para sustentar este crescimento, o que torna uma das suas maiores missões a formação de novos líderes na sua empresa.
Sua empresa é feita de pessoas. Lidera-as bem e você estará pavimentando o caminho para o sucesso. 

Pense nisso. Bom trabalho. 
Sucesso!


Por Semio Timeni Segundo / Business coach
FONTE: http://tribunadonorte.com.br/noticia/5-passos-para-formar-um-time-vencedor/320049

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Tomar coragem para empreender é como aprender a nadar



O empreendedor e o medo: como funciona essa relação?


“Sem saber que era impossível, foi lá e fez” é uma frase recorrente em situações de superação. Alguns dizem que a frase é do escritor norte-americano Mark Twin. Outros, do artista francês Jean Cocteau. E muitos já se apropriaram dela.

Mas quantos sabiam que era impossível e nem tentaram? Quantos tiveram medo de tentar? E pior, dos que sabiam que era possível, quais, ainda assim, foram vencidos pelo medo? Neste contexto, aprender a empreender e a nadar guarda muitas relações:

O medo de se jogar na água

Se aprendeu a nadar depois de adulto ou conhece alguém assim, sabe como este medo funciona. Primeiro, o seu outro eu fica questionando: por que aprender a nadar “depois de velho”?

Seu eu grandioso vai alegar que é para se virar em casos de emergência, para aproveitar as oportunidades que sempre perdeu nas suas viagens de férias e para ter uma vida mais saudável. Mas, depois, seu outro eu irá questionar o trabalho que dá aprender a nadar. Seu eu irá reclamar de qualquer coisa para fazê-lo(a) desistir.

E, uma vez na água, você começa a sentir as batidas do coração na sua boca. Seu eu pequeno e grandioso terão sumido e agora só depende de você.

O medo de não “dar pé”

Depois de aprendida as braçadas e pernadas, alguém dentro de você ficará lembrando que em determinada parte da piscina não dá para simplesmente ficar de pé esperando o fôlego voltar. E quando isto acontecer em um rio ou mar desconhecido? Você não entende por que aquele coração disparado o(a) impede de simplesmente boiar. E se não tiver ninguém próximo que possa socorrê-lo(a)?

O medo de nadar em um rio ou mar

Mesmo para quem nada bem em piscina, entrar em um rio ou mar pela primeira vez causa um frio na barriga. E a correnteza, as ondas, as câimbras? Algum animal perigoso? 

O medo dos grandes desafios

Muitos já se sentem vitoriosos em simplesmente sair da praia, atravessar as ondas, nadar em alto mar e voltar. Outros poucos se apaixonam pelo esporte e começam a buscar desafios cada vez maiores. Todos estes medos foram vencidos pela paraibana Kay France.

Aos 12 anos, nunca tinha entrado em uma piscina. Aprendeu a nadar dois anos depois e, em 1979, aos 17 anos, foi a primeira brasileira a cruzar os 33 km do Canal da Mancha, entre Inglaterra e França, a nado. 

Assim, se tiver medo de se jogar na água e empreender, faça cursos vivenciais de empreendedorismo como o Empretec do SEBRAE ou Startup Weekend. Sentirá as batidas do seu coração quando interagir com clientes, fornecedores e parceiros, mas aprender a dominar suas emoções faz parte do aprendizado.

Se aprender a confiar na sua capacidade de “se virar”, o medo de não “dar pé” diante do desconhecido diminui com um bom planejamento do negócio. Planos de negócio ainda ajudam a reduzir os riscos de negócios mais tradicionais e abordagens como Business Model Canvas, Customer Development e Lean Startup são fundamentais para validar startups mais inovadoras. 

Assim, atitude empreendedora e o bom uso das ferramentas de planejamento são as melhores soluções para o medo de entrar em um rio ou mar chamado mercado. Mas não se esqueça de contar com parceiros, mentores e um recurso financeiro para os casos de emergências. O mercado tem ondas, correntezas e a concorrência é animal. 

E, depois disso, vale a pena sonhar o sonho grande? Muitos empreendedores já se sentem satisfeitos em ter um grande negócio e não, necessariamente, um negócio grande. Mas preocupe-se com isso quando já tiver construído algo realmente grandioso. A quase totalidade dos grandes empreendedores não sabia que isto era possível fazer tanto quanto optaram por entrar na água. 

Quando tiver vencido este último desafio, a frase da Kay France ”ninguém acredita em você até a hora em que você consegue" será o coração da superação de todos os seus medos de empreender. E a nadadora complementa: “A partir daí, todos querem ter uma participação em suas conquistas”. 



Marcelo Nakagawaya é professor de Empreendedorismo do Insper.
Editado por Mariana Fonseca, de EXAME.com

FONTE: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/tomar-coragem-para-empreender-e-como-aprender-a-nadar


Suite 87
Oceano azul: marujo, há um mar de novos mercados esperando por você!



A estratégia do oceano azul propõe uma nova abordagem para o crescimento de um negócio que quer ser cada vez mais lucrativo: explorar novos mercados em vez de disputar com seus concorrentes aqueles já saturados.

E, então, a Apple lançou o Itunes e o Ipod. E esses novos produtos colocaram a empresa milhas à frente da concorrência. Com as novidades, alcançou um novo mercado além do seu: os consumidores de música. E o melhor:  os antigos concorrentes dela não estavam ali. A Apple entrou soberana no oceano azul.

Falando sobre oceano azul, a história de Samuel Klein e seu império, as Casas Bahia, também logo vem à cabeça. Muito antes de se falar no conceito, o empreendedor já estava à frente de seus concorrentes, pilotando seu transatlântico em um enorme e límpido oceano azul, ou um enorme e inexplorado mercado: consumidores de baixa renda.

Não é à toa que construiu um império, e quando seus concorrentes (outras grandes lojas de eletrodomésticos) lutavam para vender mais, ele prosperava em outros setores, intocado e bastante seguro das perspectivas do mercado que tinha descoberto.

De acordo com  estratégia do Oceano Azul, para uma empresa se tornar um negócio cada vez mais lucrativo e crescer, ela deve buscar novos e intocados mercados (em vez de disputar consumidores com seus concorrentes em mercados já saturados).

De acordo com esse novo olhar, o empreendedor pode e deve fugir da competição em mercados já explorados - onde as possibilidades de crescimento e aumento de lucratividade são, justamente, cada vez menores devido ao aumento da concorrência – e direcionar seu negócio para novos mercados, até então inexplorados. Essa abordagem vale tanto para futuros empreendedores, quanto para negócios já existentes. Para crescer, busque novos mercados.

Mas, afinal da onde vem essa história de oceano azul?
O conceito da estratégia do oceano azul foi criado por dois pesquisadores, W. Chan Kim e Renée Maiborgne. Após a realização de uma grande pesquisa envolvendo mais de 150 movimentos estratégicos ocorridos em mais de 30 indústrias ao longo de 100 anos (1880-2000), chegaram justamente à conclusão que as empresas, em vez de competir com concorrentes, poderiam focar em novos mercados.

Assim, o termo oceano azul foi uma metáfora criada para descrever os tais novos mercados, intocados e livres de concorrência. Também há um nome poético para denominar mercados já conhecidos e saturados, oceano vermelho, que representaria um grande e sangrento campo de batalha, onde empresas concorrentes  lutariam entre si na disputa por consumidores.

A pesquisa e a abordagem foram apresentados no livro “Blue Ocean Strategy”, um grande sucesso de vendas, que fez a cabeça de importantes executivos do mercado, mas também de jovens empreendedores em busca de novos negócios. Só para constar, a obra foi traduzida para 43 línguas, e mais de 3,5 milhões de cópias foram vendidas.

Se você nunca ouviu falar desse tema, assim que terminar esse artigo, vale comprar um exemplar e se aprofundar no assunto. Aqui, você encontra uma entrevista (em inglês) que a Fast Company fez com os autores do livro, falando especificamente sobre o tema. Outra dica é acessar o site oficial da publicação. Vale a pena a navegação: lá você encontra cases e depoimentos de CEOs de grandes empresas que adotaram a estratégia do Oceano Azul.

Tá bom, mas como faço para achar o oceano azul do meu negócio?
Antes de mais nada, para se criar uma estratégia de oceano azul, é preciso conhecer muito bem como funciona o oceano vermelho, ou seja, o mercado onde o negócio já está atuando e toda a sua dinâmica. Assim, é possível entender os seus consumidores e concorrentes. Mas também é preciso olhar atentamente para seus não-consumidores. As oportunidades estão com eles.

Outro ponto importante é ter clareza que novos mercados surgem de inovação de valor, e não necessariamente da inovação tecnológica.

Além disso, você pode usar como ferramenta o Strategy Canvas. Ele te ajuda a entender a essência da estratégia daqueles que competem no oceano vermelho e desenvolver propostas de oceano azul. Saiba mais aqui.

A seguir, separamos algumas dicas (retiradas deste artigo da Harvard Business Review) para te ajudar nessa missão de desbravar novos mares, e não cair em armadilhas comuns.

1- Cuidado para não desenvolver estratégias de criação de mercado que sejam voltadas para clientes já existentes: é comum cair na armadilha de investir apenas no desenvolvimento de estratégias voltadas a clientes já existentes, estratégias para melhorar a experiência do cliente. Elas são importantes, ok? Mas não para alcançar o objetivo de expandir para novos mercados.

2 - Cuidado para não confundir estratégias de criação de novos mercados com estratégias de nicho: identificar e capturar nichos de mercado também é muito importante, e essas estratégias podem trazer excelentes resultados, mas descobrir um nicho em um espaço já existente não é a mesma coisa que identificar um novo mercado.

3 - Cuidado para não achar que uma estratégia de criação de mercado está, necessariamente, ligada à inovação tecnológica: sim, a tecnologia vem transformando mercados e indústrias, mas a criação e expansão para novos mercados não depende somente disso. Lembra-se do exemplo de Samuel Klein e as Casas Bahia? Aliás, muitas inovações tecnológicas não conseguem criar novos mercados, mesmo que ganhar os elogios de empresas e seus colaboradores prêmios científicos.

4 - Atenção, criação de mercado não é a mesma coisa que destruição criadora: a teoria da destruição criadora de Joseph Schumpeter está no cerne da economia da inovação, e ocorre quando uma invenção transforma radicalmente um mercado e acaba destruindo concorrentes que não acompanham essa transformação. Um exemplo são os aplicativos de táxi, que mudaram radicalmente a forma como esse mercado funciona – e as cooperativas e empresas tradicionais estão ralando para correr atrás do prejuízo. Agora, a criação de novos mercados não envolve destruição criadora pois expandir para novos mares significa, na prática, justamente oferecer soluções que não existiam anteriormente. A indústria de microfinanças do Banco Grameen é um exemplo.

O mercado está muito competitivo. Então, em vez de bater de frente com seus concorrentes, que tal investir na criação de novos mercados?

Marujo, acredite, há um enorme oceano azul esperando por você!



FONTE: https://endeavor.org.br/oceano-azul/
Publicado originalmente por Business Harvard Review





E-Commerce

 

O empreendedor e seu potencial de transformação

O dono de uma empresa pode resolver problemas sociais e ajudar o mundo




Todo empreendedor tem um grande sonho.

Seu sonho é o que faz sair da cama todos os dias e superar as diversas barreiras que se apresentam ao longo do caminho.

Todo empreendedor também resolve um problema de alguém. Se há demanda para o seu produto ou serviço, alguma necessidade está sendo suprida.

O empreendedor também gera empregos e paga tributos.

Poderíamos então dizer que todo empreendedor gera impacto positivo para o país ao criar um negócio de sucesso.

Concordo com esse pensamento – mas proponho continuarmos.

Antônio tem uma fábrica de tecidos. Ele gera mais de cem empregos e, com isso, renda para as famílias que vivem no entorno. No entanto, o riacho que passa ao lado da sua fábrica está contaminado pelo despejo indevido que ele faz dos resíduos da produção.

Marina tem uma loja de acessórios. Todo fim de ano, ela faz doação para uma creche que fica perto da sua casa. No entanto, o salário que paga aos seus colaboradores é tão abaixo do mercado, que eles têm passado dificuldade para suprir as necessidades básicas de seus filhos em casa.

Mateus resolveu criar um aplicativo. Tentou criar uma solução que facilitava o aprendizado de matemática para crianças sem acesso a uma boa escola. Acabou mudando de ideia e fez um jogo de luta.

Com esses exemplos, fico a refletir: “todo empreendimento naturalmente gera um impacto positivo, mas será que podemos ir além?”.

Eu acredito que sim.

Analisar “para quê” nosso negócio existe e “como” ele está sendo gerido são bons começos.
Um negócio pode existir para trazer retorno financeiro para seu dono. Mas ele também pode existir para resolver um problema social ou ambiental. Ser lucrativo, ser sustentável, e ainda contribuir para reduzir disparidades sociais – que são tão gigantes na sociedade atual.
Um negócio deve se preocupar com seu cliente. Mas ele pode também ser consciente da forma como trata seus colaboradores. Olhar para o engajamento do time, espaço para autonomia, políticas salariais, tratamento entre gêneros, condições dignas de espaço, respeito a acordos firmados, entre outros.

Um negócio pode olhar para o retorno no curto prazo. Mas ele também pode olhar para o retorno no longo prazo e, por exemplo, perceber que se está deteriorando seu entorno e exaurindo recursos naturais, sua atividade poderá também ser extinta futuramente.

Não é preciso criar um braço de instituto para a empresa. Não é preciso criar uma área de responsabilidade social corporativa. Ao mesmo tempo, requer uma clareza por parte da sua liderança. Clareza sobre o propósito da organização e seus valores, além de pensamento de longo prazo, compromisso para colocar os valores em prática no dia a dia e humildade para reconhecer as ações que, mesmo sem intenção, acabam saindo fora do eixo.

“Legal que isso exista, mas, por que eu deveria fazer parte isso?”. As razões são diversas.
Uma empresa que tem a intenção de promover uma transformação positiva para o mundo e que é consciente de suas ações perante seus stakeholders  tende a ter um retorno maior no longo prazo. Além disso, traz um senso de legado e realização para seus colaboradores que, motivados, poderão engajar mais clientes em torno de crenças em comum e fidelizá-los. Ainda, uma empresa que permite que seus colaboradores explorem seus talentos e ajam de forma genuína, tende a ser mais inovadora e a criar diferenciais claros perante seus concorrentes.

Por fim, basta assistirmos aos noticiários para entender que nossa realidade está repleta de desafios sociais e ambientais para serem superados, e que eles afetam a todos. Se cada um pensar “o outro que resolva isso”, tudo continuará como está – e com certeza não é esse o futuro que sonhamos para nós. Mas, pensando como empreendedores, essas disparidades sociais são também verdadeiras oportunidades de negócio e revelam demandas a serem supridas. Áreas como educação, saúde, empregabilidade, gestão de resíduos, mobilidade oferecem diversas oportunidades para gerar resultado financeiro – e ainda contribuir para a transformação positiva da sociedade.

Vale destacar a importância de que essa abordagem seja genuína do empreendedor, da liderança da organização. Os clientes percebem as inconsistências das organizações quando o discurso e a ação não estão alinhados – o que, no mundo da sustentabilidade, pode ser identificado como greenwashing. Os colaboradores também percebem isso com facilidade.

Como em outras relações, tendem a ser recíprocos com a empresa – quando se sentem menosprezados, tendem a não se importar com ela. Da mesma forma, quando se sentem cuidados, cuidam dela de volta de forma genuína.

Assim, empreendedor, parabéns por já estar contribuindo para o mundo – e lembre-se que está nas suas mãos a oportunidade de enxergar seu negócio com outros olhos e o gerir de forma a ampliar o impacto positivo entre seus stakeholders. Você influenciará não apenas seu negócio, como poderá inspirar todo o seu time pelo exemplo. Além disso, o Brasil está cheio de desafios esperando por você que, além de serem oportunidades rentáveis de negócio, são também grandes oportunidades para transformar o nosso país.


Por: Anna Aranha

FONTE: http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Anna-de-Souza-Aranha/noticia/2015/06/o-empreendedor-e-seu-potencial-de-transformacao.html

10 dicas para ser um empreendedor mais produtivo

Entenda quais são as atitudes e estados mentais que tornam você um profissional mais eficaz


Desde que passei a empreender em tempo integral, confesso que me tornei obsessivo com um tema fundamental para qualquer negócio: como ser mais produtivo a cada dia? Não acho que a produtividade deve ser um fim em si mesma, mas que deve ser encarada como uma forma de ser e agir que vai nos dar mais tempo para desfrutar das coisas de que mais gostamos, ao mesmo tempo que conseguimos ser mais eficazes naquilo que fazemos.

Vejo muita gente preocupada em criar listas de tarefas, ter reuniões mais rápidas e ser mais focados no dia-a-dia. Ainda que essas sejam, sem dúvida, ações importantes, não são suficientes. Ser produtivo tem mais a ver com um “estado mental” do que com atitudes propriamente ditas. 

Seleciono abaixo algumas orientações e estados mentais que podem ajudar o empreendedor nessa tarefa.


1. Diga “não” com mais frequência
Sei que nós, brasileiros, temos uma grande dificuldade em dizer “não”. Mas, se você quer focar no que realmente importa para o seu negócio ou carreira, tem que determinar o que é prioritário. Isso não significa que você deve se tornar antissocial. Mas precisa garantir que as atividades que decidiu fazer gerem algum benefício direto para você, seu chefe, sua família, sua comunidade. Infelizmente, vivemos num mundo de muitas distrações. Como o dia tem 24 horas, você terá que fazer escolhas.

2. Comece seu dia fazendo apenas algo de impacto
Não abra o Facebook, o Twitter ou o e-mail quando chegar ao trabalho. Se possível, nem abra o browser para navegar na internet. Tem que avançar naquele relatório, planilha ou apresentação? Abra o Word, o Excel ou o Powerpoint diretamente. Fazendo a tarefa mais difícil primeiro, você garante que progrediu em algo relevante para o seu negócio. O resto do dia será certamente mais fácil e prazeroso, já que começou com uma certa sensação de “missão cumprida”.

3. Divirta-se um pouco todos os dias 
Separe um tempo para ver aquele vídeo engraçado, tomar um café ou entrar no Facebook. Pode ser apenas 5 minutos a cada hora de trabalho ou uma boa meia hora depois do almoço. O importante é que você se recompense um pouco e alivie a tensão de estar focado o tempo todo (algo sinceramente impossível de se conseguir). Só não vale transformar esse tempo em uma eternidade - que depois vai produzir um sentimento de tempo perdido.

4. Isole-se com mais frequência
Praticamente todos trabalhamos em ambientes abertos, onde há pouca privacidade. Mas é cientificamente provado que foco e concentração requerem poucas interrupções. Nesse sentido, não tenha vergonha de usar o seu fone de ouvido (para ouvir algo como isso ou isso) ou qualquer outra coisa que passe a mensagem: você está focado e não pode ser interrompido.

5. Não faça reuniões (nem por telefone)
Evite ao máximo interrupções no seu fluxo de trabalho. Caso a reunião seja inevitável, garanta que a agenda esteja corretamente definida, todos saibam o que tem que ser resolvido e que a duração seja a menor possível. Reuniões, além de serem muitas vezes inúteis (na maioria dos casos um e-mail resolveria), quebram a sua “zona de produtividade”. Quase sempre você é obrigado a interromper uma atividade, que só será retomada depois da reunião.

6. Comece o dia com 10 – 20 minutos de exercícios físicos 
Está provado, exercitar-se diariamente não apenas faz bem para a sua saúde, mas também para a sua capacidade de se concentrar e “fazer mais”. Basta trocar o elevador pelas escadas ou dar umas voltas pelo quarteirão antes de começar a trabalhar para ativar a circulação: seu cérebro responderá mais rápido.

7. Divida suas tarefas em blocos de tempo
Especialistas em produtividade são categóricos em dizer que é melhor realizar tarefas similares de uma vez. Precisa escrever 3 relatórios (ainda que sobre atividades distintas)? Separe uma manhã ou tarde para isso. E-mails? Leia e responda apenas em um ou dois blocos por dia. Nem é preciso falar que os avisos automáticos de novos e-mails, WhatsApp, Messenger e similares são destruidores para sua produtividade.

8. Seja consciente de como você gasta seu tempo 
Assim como é importante ter um orçamento e saber para onde está indo o seu dinheiro, o mesmo acontece com o tempo. Mas nem sempre temos esta consciência. Sugiro o uso do Rescue Time para que você veja com precisão como está usando (bem ou mal) o seu tempo. Resultados surpreendentes garantidos!

9. Adote um atitude minimalista 
Num mundo cheio de informações e distrações, realmente “menos é mais”. Quando você acumula documentos sobre a mesa, e-mails no inbox e listas de tarefas infinitas, é difícil atingir uma sensação de resultado, tão importante para a motivação diária. Adote medidas simples de “higiene” sobre coisas e informações, de modo que você leia ou tenha sobre a mesa apenas o essencial. Normalmente o essencial é muito pouco.

10. Esteja presente 100% do tempo 
É um fato: vivemos em mundo multitarefa, onde assistimos TV lendo o Facebook no celular, com uma planilha aberta no notebook e o filho ou parceiro pedindo atenção para conversar sobre algo. O que fazer? Muitos cientistas já provaram nossa incapacidade de fazer (bem) muitas atividades em paralelo. Portanto, foque em uma coisa por vez. Está jantando com a namorada(o)? Desligue o celular. Está fazendo o orçamento do mês? Desligue a internet. Você entendeu o espírito da coisa. Para ser produtivo é fundamental estar 100% em algo por vez e não 25% em 4 atividades. Quando você foca, não só você ganha, mas todos ao seu redor também.


Por Igor Tasic
FONTE: http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Igor-Tasic/noticia/2015/06/10-dicas-para-ser-um-empreendedor-mais-produtivo.html


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4 dicas para treinar a mente e ter um pensamento criativo

Quem se dedica à criatividade todo dia deixa a cabeça pronta para aproveitar oportunidades assim que elas aparecem

Ideias importantes geralmente são discutidas no mesmo pequeno círculo de colegas 


Ser criativo não é questão de inspiração momentânea, e sim de treino prolongado. “A sorte favorece apenas a mente treinada”, concordaria o cientista francês Louis Pasteur, autor dessa frase tão repetida há quase dois séculos. A máxima vale também para os empreendedores. Quem se dedica à criatividade todo dia deixa a cabeça pronta para aproveitar oportunidades assim que elas aparecem.

“Ideias criativas nascem de combinações nada usuais. A melhor solução não será algo em que todo mundo pensa”, afirma Steven Smith, professor de psicologia cognitiva na Universidade Texas A&M, em um artigo publicado no site da Entrepreneur.

Ele chama essas combinações de associações remotas, ou seja, ideias que parecem desconectadas à primeira vista, mas que, no fundo, estão relacionadas. Essa é a essência do pensamento criativo. 
Para aumentar as chances de achar o elo perdido no meio do brainstorming, Smith sugere aos empreendedores quatro exercícios cerebrais:

1. Sacuda a rotina
A única maneira de expandir seus horizontes criativos é se cercar de uma vasta gama de perspectivas e de experiências. Diversidade no escritório é bacana, mas não basta. Fora do trabalho, procure variar o que você come, aonde vai para se divertir, conheça o trabalho de artistas diferentes, varie as leituras e as viagens. “Essa diversidade permite novos estímulos”, explica Smith. “Isso abre a cabeça para novas possibilidades. É mais provável achar uma solução inusitada quando se tem mais opções na palma da mão.”

2. Aumente a rede de palpiteiros
Ideias importantes geralmente são discutidas no mesmo pequeno círculo de colegas, e por isso respostas óbvias podem passar despercebidas.
“Alguém com menos expertise pode farejar suposições invisíveis imediatamente”, diz Smith. Essas pessoas também podem ajudar a avaliar um problema ou uma ideia sob um prisma novo. Por isso, a sugestão de Smith é procurar pessoas inteligentes que tenham pouco conhecimento do seu negócio para discutir sobre o que está sendo desenvolvido – há boas chances de que elas surpreendam na busca por soluções.

3. Relaxe as regras mentais
Para treinar a mente para ser mais aberta, é preciso dedicar uma meia hora por dia a pensar em coisas impossíveis. Deixar o pensamento vagar e trazer ideias, mesmo que sejam absurdas, bobas ou divertidas. “O humor ajuda muito a afrouxar as restrições mentais”, afirma Smith. Nesse momento, é preciso baixar a guarda no filtro seletor de boas ideias. Só assim é possível turbinar a criatividade. “Quem pensa em 99 ideias estúpidas e impossíveis e em uma que funcione gastou bem esse tempo”, completa.

4. Observe o ambiente
As pessoas mais criativas estão sempre de olho em coisas interessantes ao seu redor – mesmo quando elas não servem para nada do que estão desenvolvendo naquela hora.
“Quem se encasula em sua cabeça não percebe ideias criativas que passam sob seu nariz”, avalia o professor. O antídoto é manter um caderninho ou arquivo eletrônico cheio de ideias, artigos, imagens e até pensamentos que passaram pela cabeça. Esse material provavelmente será útil quando menos se esperar.


FONTE: http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/noticia/2015/06/4-dicas-para-treinar-mente-e-ter-um-pensamento-criativo.html