Perfil empreendedor, você nasce com ele ou adquire?

O artigo mostra que os profissionais de hoje devem desenvolver novas habilidades e competências, com coragem de arriscar-se e de aceitar novos valores, descobrindo e transpondo seus limites. As qualidades pessoais de um empreendedor, entre muitas, destacam-se: iniciativa, visão, coragem, firmeza, decisão, atitude de respeito humano e capacidade de organização e direção

 

Os estudos na área do empreendedorismo mostram que as características do empreendedor ou do espírito empreendedor, da indústria ou da instituição, não é um traço de personalidade. Para Meredith, Nelson e Neck (apud UFSC/LED 2000 p. 51) “ Empreendedores são pessoas que têm a habilidade de ver e avaliar oportunidades de negócios; prover recursos necessários para pô-los em vantagens; e iniciar ação apropriada para assegurar o sucesso. São orientadas para a ação, altamente motivados; assumem riscos para atingirem seus objetivos”.
O empreendedor tem um novo olhar sobre o mundo à medida que presencia a evolução. Valoriza suas experiências, valoriza seu valor, tomando decisões e decisões acertadas. Abre novas trilhas, explora novos conhecimentos, define objetivos e dá o primeiro passo.
Hoje, fala-se do “Capital Intelectual” que nada mais é do que: conhecimento, experiência, especialização. Ferramentas ou estratégias utilizadas para se ter sucesso e ser competitivo. É o conhecimento e a capacidade gerando novas idéias. O foco está nas pessoas. Assim, o perfil do profissional de sucesso que lidera suas concepções e suas atitudes está em pessoas que conseguem harmonizar esforços individuais ou coletivos e que criam algo novo e criativo.
As qualidades pessoais de um empreendedor, entre muitas, destacam-se: iniciativa, visão, coragem, firmeza, decisão, atitude de respeito humano e capacidade de organização e direção.
Traçar metas, atualizar conhecimentos ser inteligente, do ponto de vista emocional, conhecer teorias de administração, de qualidade e gestão, são mudanças decorrentes da globalização e da revolução da informação. O empreendedor deve focalizar o aprendizado nos quatro pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser, e com isso, ser capaz de tomar a decisão certa frente à concorrência existente. Novas habilidades vêm sendo exigidas dos profissionais para poderem enfrentar a globalização com responsabilidade, competência e autonomia.
Buscam-se profissionais que desenvolveram novas habilidades e competências, com coragem de arriscar-se e de aceitar novos valores, descobrindo e transpondo seus limites. O futuro é cheio de incertezas, por isso, é preciso refletir sobre: habilidades pessoais e profissionais; criatividade; memória; comunicação; como enfrentar este século. Diferenciar-se dos demais, revalidar seu diploma pessoal e profissional, rever convicções, incorporar outros princípios, mudar paradigmas, sobrepor idéias antigas às novas verdades, este é o perfil do profissional que, trocando informações, dados e conhecimentos, poderá fazer parte do cenário das organizações que aprendem, das organizações do futuro. São mudanças socioculturais e tecnológicas que fazem repensar hábitos e atitudes frente às novas exigências do mercado.
Essas qualidades ajudam a vencer a competitividade dos tempos modernos. Pela experiência pode-se afirmar que a maioria das pessoas, se estimuladas, podem desenvolver habilidades empreendedoras. Ouve-se e fala-se que o empreendedor precisa ter visão. Visão pessoal. Uma visão que vem de dentro. A maioria das pessoas tem pouca noção da verdadeira visão, dos níveis de significado. Metas e objetivos não são visão. Ser visionário é imaginar cenários futuros, utilizando-se de imagens mentais. Ter visão é perceber possibilidades dentro do que parece ser impossível. É ser alguém que anda, caminha ou viaja para inspirar pensamentos inovadores.
Os riscos fazem parte de qualquer atividade, sendo necessário aprender a administrá-los, pois eles são um dos fatores mais importantes que inibem o surgimento de novos empreendedores. Um outro fator inibidor é o “capital social” que são valores e idéias que sublimemente nos foram incutidos por nossos pais, professores, amigos e outros que influenciaram na nossa formação intelectual e que,
inconscientemente, orientam nossas vidas.
A decisão é de cada um. Interagir, refletir, deixar a cada um o momento de uma descoberta e desenvolvendo habilidades específicas para o sucesso da sua escolha é de responsabilidade única e exclusiva. Estabelecer relações que possam servir de suporte ao desenvolvimento e aprimoramento da idéia do negócio e sua sustentação.
Um empreendedor é um administrador, necessita ter conhecimentos administrativos, ter uma política para a empresa, ter diligência, prudência e comprometimento. Ser empreendedor é voar, quando uma pessoa se lança ao desafio de criar um negócio próprio ela está literalmente ganhando asas.
fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/perfil-empreendedor-voce-nasce-com-ele-ou-adquire/78662/
 

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5 dicas para você encontrar o negócio ideal para seu perfil -

Ainda em dúvida no tipo de empresa que deseja criar? Veja as orientações de um especialista

 

 

Você pensa em abrir uma empresa, mas não tem aquela ideia matadora nem sabe que modelo de negócio é melhor. Por onde começar? Para Marty Zwilling, mentor de startups, o primeiro passo é se perguntar por que você quer ser um empreendedor, e não um empregado. Há várias respostas, e o especialista analisa algumas:
1. Você detém a tecnologia que vai mudar o mundo
Se você quer desenvolver um projeto, uma startup tradicional é a melhor aposta. Existe o desafio de conseguir patentes, criar o produto em si e definir de onde virá a receita.
2. Você quer ser chefe
Se você quer ter um negócio pela liberdade que você terá na gestão da empresa, pense em adquirir uma franquia. A organização-base vai definir o que, quando e como fazer, mas o sucesso todo depende da sua execução.
3. Você quer ganhar muito dinheiro
Startups não ganham nada no começo. Algumas não ganham nem no final, mas umas poucas realmente conseguem faturar bastante. As franquias, na média, rendem menos do que outros tipos de negócio, mas têm taxas de sucesso mais altas. Consultorias raramente ganham escala, então você pode ficar bem de vida, mas provavelmente não vai ganhar muito dinheiro.
4. Você quer empreender para satisfazer outra pessoa 
Existem muitos empresários que estão tocando um negócio porque seus pais sempre esperaram que eles assumissem a empresa da família ou porque o cônjuge está insistindo nisso ou para provar algo para um irmão ou um colega. Se você tem a possibilidade de escolher, pelo menos selecione uma franquia com risco menor.
 
5. Você quer algo para se ocupar
Se você tem recursos para abrir uma empresa, é um dos poucos sortudos que pode começar ou comprar o negócio que quiser. Se lhe falta experiência, uma franquia pode ser ideal, porque você terá ajuda para estruturar a operação. Por outro lado, se você tem muita experiência, por que não a compartilhar por meio de uma consultoria?
De acordo com Zwilling, se você ainda não tem certeza de qual é o melhor negócio, vale trabalhar como empregado por mais um tempo, ganhar experiência e autoconhecimento e juntar capital para a empreitada. Só depois dê o salto em um dos modelos citados acima. Você logo vai saber se está se divertindo – e esse é o melhor critério de todos.
fonte: http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/07/5-dicas-para-voce-encontrar-o-negocio-ideal-para-seu-perfil.html
 
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Artigo: O empreendedorismo não é só uma tacada de sorte -

Fazer o negócio dar certo ainda é um grande desafio para os empresários

 

 

O número de empreendedores brasileiros vem se multiplicando consideravelmente nos últimos anos e, por isso, essa atividade já representa grande relevância na economia do País. Ao contrario do que muitos pensam, o empreendedorismo está deixando de ser uma última opção, escolhida pela falta de oferta de trabalho, para se tornar um negócio planejado, estruturado e consequentemente com mais possibilidades de sucesso.
O mercado brasileiro encontra-se em franca expansão graças à ascensão da população para a classe C e ao apetite de consumo potencializado pelo acesso ao crédito e à facilidade de pagamento. Tudo isso torna as perspectivas de crescimento para o setor muito positivas. Além disso, ainda existe muito espaço para micro, pequenos, médios e grandes empreendedores em todas as áreas como agricultura, indústria, comércio, serviço, entre outras. É claro que há alguns segmentos específicos com número de players considerável e com empresas já consolidadas, em que o empreendedor tem que ser muito inovador para fazer frente à concorrência, mas ainda assim, as oportunidades para obter sucesso são muito numerosas.
Mesmo com todas essas perspectivas positivas, o empreendedorismo não é um “mar de rosas”. Fazer o negócio dar certo ainda é um grande desafio para os empresários. Um erro muito comum cometido pelos executivos dessa área é não ter um modelo de negócios estabelecido desde a fase inicial do projeto. Conhecer o público que pretende atingir, verificar se o serviço ou produto é oferecido por alguma outra empresa, procurar a ajuda de um especialista se não houver um domínio da questão financeira, todos esses passos são essenciais para aumentar as chances de o empreendimento ser bem-sucedido.
O que podemos notar é que uma série de fatores externos como, por exemplo, o complexo sistema tributário, o grande volume de impostos e a falta de mão de obra qualificada desafia o espírito empreendedor brasileiro de quem tenta exercer uma atividade produtiva por conta própria. Notamos que, apesar de todos esses entraves e do medo de fracassar, quem se aventura nessa área não desiste já que sabe que é muito comum nas histórias de sucesso, os empresários serem atingidos primeiramente por uma sequência de fracassos. Além do mais, segundo especialistas, a capacidade de recomeçar é uma característica do empreendedor bem-sucedido, que também possui características como determinação, superação, otimismo e senso de perspectiva.
Vale acrescentar outros atributos importantes para se obter sucesso nesse tipo de negócio que são o senso de oportunidade, que ajuda a traçar metas e focar as energias, e a capacidade de escolher uma boa equipe, de ser colaborativo e trabalhar em grupo, sabendo atribuir responsabilidades e dividir os méritos pelas realizações.
Dessa forma, podemos perceber que a ideia de que os empreendedores são apenas sortudos apostadores é totalmente equivocada. O sucesso deles é fruto de persistência, autoconhecimento e uma profunda avaliação dos riscos do negócio. E, independente, do porte da empresa, os resultados vitoriosos dependem essencialmente da vontade de começar e da força para continuar mesmo quando o caminho parece incerto.
fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/artigo-o-empreendedorismo-nao-e-so-uma-tacada-de-sorte/89873/

Estudo sobre empreendedorismo feminino destaca as 5 maiores tendências do momento -

Estados Unidos é o país com o maior potencial de empreendedorismo feminino; Brasil é o 20º.

 


A Dell divulgou os resultados da segunda edição do Gender-GEDI (Global Entrepreneurship and Development Index ou Índice de Desenvolvimento e Empreendedorismo Global), criado com o objetivo de analisar as condições de empreendedorismo feminino nos países pesquisados. 
Encomendado pela Dell, o Gender-GEDI mede o potencial de empreendedorismo feminino por meio da análise de ecossistemas empresariais, ambientes de negócios e aspirações individuais. O índice avalia economias desenvolvidas e em desenvolvimento, abrangendo várias regiões e oferecendo uma abordagem sistemática, que permite a comparação entre países e identifica lacunas de dados.
O estudo, realizado em 30 países (incluindo o Brasil), apontou cinco grandes tendências globais neste ano, são elas: dificuldade de acesso ao capital; desequilíbrio entre vagas de emprego; aumento nas start-ups lideradas por mulheres nos mercados emergentes; hegemonia dos homens em cargos de liderança; e diferença de direitos entre os sexos.
O ranking de países com os maiores potenciais de empreendedorismo feminino é liderado pelos Estados Unidos. Austrália, Suécia, França e Alemanha completam o top 5. O Brasil ocupa somente a 20ª posição da lista.
O relatório é utilizado para mostrar de que forma os governos, instituições e empresas podem atuar para melhorar as condições do empreendedorismo feminino de alto potencial em todo o mundo. Os resultados obtidos neste ano indicam que ainda há muito a ser feito, e que o progresso significativo só pode ser alcançado se houver um aumento no acesso à educação, tecnologia, capital e redes.
Confira as cinco tendências globais identificadas pelo Gender-GEDI:
1. Dificuldade de acesso ao capital
O acesso a uma conta bancária formal é fundamental para empreendedores, especialmente por ser um fator necessário para o financiamento (empréstimos bancários, linhas de crédito etc.) que alimenta o crescimento do negócio. No entanto, em 14 dos 30 países consultados pelo estudo, 50% ou mais da população feminina não possui conta bancária, com a disparidade mais alta na Turquia, onde há uma diferença de quase 50% entre homens e mulheres com contas bancárias. Em todo o mundo, as mulheres também recebem menos financiamento externo para seus negócios do que os homens.
2. Desequilíbrio entre vagas de emprego
O número de cargos e/ou vagas de emprego ocupados por homens e mulheres em um país não só contribui para a diferença salarial de gênero, mas também resulta na concentração das mulheres dentro de setores específicos, o que pode ser prejudicial para a utilização plena da capacidade de inovação de um país.
Dos 30 países pesquisados, apenas oito apresentaram uma proporção geral equilibrada em todos os setores de emprego entre vagas para homens e mulheres. Na Índia e no Paquistão, o emprego formal é tão altamente segregado em termos de sexo que nenhum dos setores de emprego é equilibrado.
Alguns países e indústrias estão começando a lidar com essas desigualdades ocupacionais por meio de cotas voluntárias e iniciativas específicas em setores que tendem a marginalizar as mulheres, como resultado de suas culturas de trabalho machistas.

3. Aumento nas start-ups lideradas por mulheres nos mercados emergentes

Apesar dos países desenvolvidos apresentarem os melhores desempenhos no ranking Gender-GEDI e serem caracterizados por ambientes de negócios favoráveis às mulheres, a percepção de oportunidade para uma mulher abrir seu próprio negócio é bastante baixa nos Estados Unidos e na Europa, apontada por apenas um terço da população. Na África, esse número chega a 69%. E mesmo com os desafios em torno do acesso à educação e ao capital, a atividade de start-ups femininas na região africana é alta, com 86 start-ups lideradas por mulheres para cada 100 start-ups masculinas. Gana lidera essa proporção com 121 (start-ups lideradas por mulheres) para cada 100 (lideradas por homens).
Nos países da América Latina e Caribe esse índice também apresenta taxas mais elevadas do que os mercados desenvolvidos, com uma média regional de 84 start-ups femininas para cada 100 start-ups masculinas.
4. Hegemonia dos homens em cargos de liderança
Mesmo quando o ambiente de negócios é justo, as normas sociais podem afetar o apoio da sociedade às mulheres empreendedoras e o acesso a experiências como tomadoras de decisão. Atitudes locais em relação às mulheres em cargos executivos também podem afetar se as mulheres optaram por assumir esses papéis e responsabilidades mais elevadas.
Apenas cinco países têm 40% ou mais de gerentes do sexo feminino (Jamaica, Gana, Panamá, Estados Unidos e Nigéria) e em quatro países a porcentagem de mulheres nesta posição é de 10% ou menos: Coreia do Sul (10%), Turquia (10%), Japão (9%) e no Paquistão (3%).
Embora a educação seja a base para o alto potencial de empreendedorismo, a experiência de gestão proporciona às mulheres habilidades adicionais, experiências e redes que facilitam o sucesso do empreendedorismo feminino.
5. Diferença de direitos entre os sexos
Em 22 dos 30 países incluídos no Índice, as mulheres casadas têm menos direitos do que os homens casados; em 21 países as mulheres não têm o mesmo acesso ao emprego que os homens; e em oito países, as mulheres não têm o mesmo acesso legal à propriedade que os homens.
Vários países também limitam o acesso das mulheres aos espaços públicos, por meio de restrições legais e práticas discriminatórias. A fim de fomentar o empreendedorismo feminino, esses países devem primeiro resolver esses problemas fundamentais e tomar medidas no sentido de assegurar direitos iguais às mulheres.
Ranking de países analisados pelo Gender-GEDI 2014:
1. Estados Unidos
2. Austrália
3. Suécia
4. França
5. Alemanha
6. Chile
7. Reino Unido
8. Polônia
9. Espanha
10. México
11. África do Sul
12. Coréia do Sul
13. China
14. Peru
15. Japão
16. Panamá
17. Tailândia
18. Turquia
19. Rússia
20. Brasil
21. Malásia
22. Jamaica
23. Nigéria
24. Marrocos
25. Gana
26. Índia
27. Uganda
28. Egito
29. Bangladesh
30. Paquistão
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Economia :: Franquias a partir de R$ 10 mil viraram febre entre interessados em um negócio próprio -

Modalidade de microfranquias é a que mais cresce no mercado brasileiro de franchising. Com investimentos que variam entre R$ 10 mil e R$ 80 mil, o modelo facilita a entrada de investidores com poder aquisitivo mais baixo.


E-Commerce


fonte:http://www.agrosoft.org.br/agropag/229417.htm#.U7KilLF5ATE

Como fazer uma comunicação eficaz nas redes de franquias - 


O primeiro passo para a comunicação funcionar é definir qual mensagem se deseja transmitir


  O processo de comunicação tem como premissa básica facilitar a interação entre as partes, gerando entendimento e modificando positivamente a relação entre elas. No franchising a comunicação ganha ainda mais importância, pois em uma rede os desafios de manter colaboradores e franqueados bem informados torna-se maior.
Quando pensamos em redes que ocupam diferentes pontos geográficos no Brasil, essa dificuldade aumenta na proporção da necessidade de se manter as regras e diretrizes da marca conhecidas. Afinal, todos devem falar a mesma língua.
Diante das complexidades existentes na gestão de uma rede de franquias, quais seriam os passos para a franqueadora ter uma comunicação eficaz com sua rede? Sem dúvida, o primeiro deles é definir qual mensagem se deseja transmitir: quais assuntos são estratégicos, que tipos de informações precisam ser conhecidas por todos, quais as mensagens-chave a serem repassadas. Essas definições ajudarão a franqueadora a estabelecer prioridades, eleger canais mais apropriados a cada tipo de conteúdo e criar periodicidades adequadas para compartilhar essas informações.
Mas quem irá coordenador todos esses processos? O mais indicado é a que a própria franqueadora disponha de uma estrutura de comunicação e marketing capaz de atender essa demanda internamente, contando, sempre que necessário, com o apoio de fornecedores externos. Isso contribui para criar uma cultura de comunicação interna e facilita a comunicação com os franqueados na medida em que eles dispõem de um ponto focal para tirar dúvidas, fazer comentários e até propor ideias.
A partir da estruturação da área de comunicação e marketing e com a definição das informações que precisam ser replicadas à rede, o próximo passo é criar ou revitalizar os canais de comunicação da rede. Ferramentas como newsletters, intranet e Serviço de Apoio ao Franqueado (SAF) colaboram para democratizar a informação.
Contudo, mais do que passar uma mensagem, a franqueadora precisa ficar atenta para a efetividade de sua comunicação, criando formas de obter o feedback da rede, controlar os resultados e intervir, quando necessário, propondo mudanças nesses veículos.
Diferentemente das relações corporativas em que todos os públicos têm praticamente o mesmo peso em importância, no sistema de franchising o franqueado é o parceiro principal do franqueador e, dentro de seu papel na franquia, ele quer ser ouvido. Portanto, criar o diálogo constante é o melhor caminho para a sustentabilidade da comunicação e dos negócios.
Um canal de comunicação muito efetivo usado por diversas franqueadoras são os eventos internos, como comitês e convenções. Esse é um espaço em que as franqueadoras podem apresentar o balanço das atividades, as estratégias e os planos para o futuro da rede a curto, médio e longo prazo. Funciona bem como um mecanismo para compartilhar experiências, boas práticas e aprendizados e proporcionar o relacionamento entre os próprios franqueados.
Vemos que as alternativas para se criar canais de comunicação eficazes com a rede são diversas. O franqueador precisa entender de que forma seus franqueados vão assimilar melhor cada informação reportada e, a partir daí, planejar estrategicamente como executar cada passo e fazer desse um dos principais pilares de sucesso da rede. 

fonte:http://exame.abril.com.br/pme/noticias/como-fazer-uma-comunicacao-eficaz-nas-redes-de-franquias

Franquias encaram o desafio de se manterem no mercado após modismos - 


Aquecimento leva redes a se multiplicarem, mas ajustes não demoram a se tornarem necessários, levando segmentos para novo ponto de equilíbrio e deixando lições para empreendedores


O modelo de franquias é um dos mais atrativos para quem tem o sonho de abrir o próprio negócio. A aparente facilidade de aderir a um estabelecimento e produtos já previamente formatados propicia a difusão de categorias que rapidamente se tornam moda. Já houve a onda do temaki, do frozen iogurte, do crepe no palito, dos cupcakes, das empadas e dos esmaltes, mas não tardou para, em todos os casos, a maré baixar. O panorama é sempre parecido: o mercado cresce além do comum, mas não tarda a precisar passar por ajustes para regressar a um novo ponto de equilíbrio. O desafio é se reinventar para não sair do radar dos consumidores depois que a febre passa.
Quando um produto ou serviço ganha fama, surge um grande leque de franqueadores que investem no mesmo tipo de negócio. É aí que começa a disputa por candidatos interessados em abrirem uma unidade. Na pressa de aproveitar o momento, muitas marcas já ingressam no mercado com a intenção de terceirizar a operação, sem primeiro se consolidarem. Isso contribui para a vida curta de muitos destes negócios, que fecham antes mesmo de amadurecer. Com tantas empresas parecidas pipocando ao mesmo tempo, os segmentos rapidamente tornam-se saturados.
É comum, nesses casos, que a oferta de estabelecimentos parecidos supere a real demanda que seus produtos e serviços geram. Neste momento, inicia-se um processo de seleção natural. Os menos preparados, com modelos imaturos ou localizados em pontos com menor fluxo, começam a fechar as portas. Sobram ao fim poucas marcas, que acabam tornando-se sinônimo de categoria, como ocorreu com a Koni Store e a Yogoberry.  “Entre os franqueadores brasileiros, 34% não têm experiência no que estão vendendo e 40% deles não têm unidades próprias, o que demonstra que os próprios não acreditam no negócio. Assim fica fácil prever quem não irá à diante”, analisa Marcus Rizzo, Presidente da Rizzo Franchising Consultoria, em entrevista ao Mundo do Marketing.


Expertise e longevidade andam juntas
Parte do fracasso também pode ser creditado no pensamento de franqueados que apostam na compra de um modelo pronto como garantia de sucesso. A abertura no modelo não dispensa conhecimento de mercado e dedicação, como em qualquer outra empresa. O primeiro passo para não errar é não se deixar levar pela moda. A marca deve ser avaliada, e o futuro empreendedor precisa conversar com a franqueadora e também com franqueados que já tenham tempo de mercado. “O operador tem que se identificar com a empresa e se perguntar com sinceridade se é capaz de se ver a frente do negócio, pelo menos, durante os próximos 10 anos”, avalia Marcus Rizzo.

O fato de a rede estar presente em muitos pontos de venda e em diferentes cidades e estados está longe de ser uma garantida de investimento seguro. Essa profusão de unidades pode estar mais relacionada ao preço reduzido demandado para a abertura. “O número grande de franquias não significa, necessariamente, uma boa aceitação do público em relação ao produto. O que acontece é um forte trabalho de vendas na rede. A aparente popularidade se dá por uma grande quantidade de unidades adquiridas simultaneamente, o que não significa geração de resultados para cada uma das franquias isoladamente”, diz o Presidente da Rizzo Franchising Consultoria.
Para se consolidar no mercado, a franqueadora deve fornecer atendimento personalizado e acompanhamento a cada um dos seus operadores. Isso é importante para que todas as unidades mantenham o mesmo padrão de atendimento e também para as dificuldades enfrentadas pelos empreendedores sejam identificadas. A companhia deve estar ciente ainda de que, ao se vender unidades de forma dispersiva, a logística se torna mais complexa e o relacionamento entre franqueado e franqueador é encarecido, comprometendo assim a rentabilidade e a consequente a saúde do negócio.


Franqueador deve ser o primeiro operador
Mais do que disseminar um modelo, o dono da marca deve servir de espelho para quem comprar a sua ideia. Ao adquirir uma franquia, na teoria, o pacote deveria incluir a experiência do criador, mas na prática muitos nunca geriram o modelo e não possuem nenhuma unidade própria.

Para não recair neste erro, a empresária Fernanda Ribeiro operou suas duas lojas próprias da marca By Pelo durante cinco anos antes de aderir ao franchising. Agora, ela se prepara para a abertura de cinco unidades terceirizadas em Goiás, onde mora. “Desde que eu abri a minha primeira loja própria, as pessoas pensavam que era franquia. Quis primeiro amadurecer a ideia antes de colocar na mão de outras pessoas. Eu é que tinha que passar pelo aprendizado. Agora, me sinto apta porque já conheço os erros que podem aparecer”, conta Fernanda Ribeiro, fundadora da By Pello, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A experiência no ramo é fundamental para garantir a solidez da empresa, não basta saber produzir o produto, é necessário também ter uma visão mais ampla do negócio. “Só saber depilar não é suficiente para abrir o negócio. A pessoa precisa ter noções de como montar um empreendimento no setor, entendendo questões a respeito da abertura, de pagamento, de atendimento a clientes e de gestão de pessoas. Isso é o que se chama um negócio formatado”, avalia Marcus Rizzo.


Baratear custos pode ser uma armadilha
Um dos pré-requisitos para manter a frequência e a satisfação do público no estabelecimento é não descuidar do atendimento e também da qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Observar os erros dos concorrentes é um bom exercício. “Montei o meu modelo de negócios com base na observação dos erros dos outros que já atuavam no ramo. Eu era cliente e, por várias vezes, saí com o procedimento mal acabado e com resquícios de cera na pele. Hoje, finalizo todos os trabalhos com pinça e uso um equipamento para fechar os poros”, conta Fernanda Ribeiro.

Outro erro comum é copiar a estética do ambiente de uma franquia que esteja fazendo sucesso para tentar repetir o bom resultado numa nova rede. Essa estratégia pode funcionar num primeiro momento, mas o desafio maior não é ingressar no mercado e sim se consolidar nele. Para isso, a principal estratégia deve ser a da entrega impecável do produto ou do serviço oferecido pela empresa.
Diferenciar-se em qualidade foi o objetivo de Débora Alcântara, Fundadora de uma franquia de manicure, setor marcado por grande número de empresas. Elas costumam apresentar em comum o conceito de conforto, rapidez e relaxamento durante a realização do procedimento. “Tem muita gente entrando neste mercado, mas isto anuncia uma futura decadência. O tempo de duração da maioria das empresas deste segmento não passa de 11 meses. Em Goiás, temos mais de 20 redes diferentes e algumas nem adotam mais marca. Limitam-se a serem conhecidas como manicures express”, diz Débora Alcântara, Fundadora da Unhas Fast, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A franquia tem três anos de mercado e é tocada diretamente pelos fundadores, que mantêm atenção especial para o plano de expansão presencialmente são os fundadores. O cuidado se deve especialmente ao alto nível de exigência que a empresa apresenta com relação ao atendimento. Para manter padrão esperado, a marca investe em cursos de capacitação de profissionais em comunidades. “Montar um ambiente com a mesma aparência e até mais barato pode ser possível. Mas se o espaço for bonito e o atendimento pecar, a cliente não volta nunca mais. O que se demora a aprender é o quanto a gestão de pessoas dá trabalho”, diz, Débora Alcântara.

fonte:
http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/31048/franquias-encaram-o-desafio-de-se-manterem-no-mercado-apos-modismos.html