4 atitudes que todo empreendedor público precisa ter.
Em meio a dificuldades burocráticas, nutrir a criatividade, questionar o sistema, buscar ser exemplo e arriscar-se são práticas indispensáveis para o sucesso de um gestor público
"O empreendedor é aquele que pensa e age de forma diferente."
Tema da matéria de capa da última edição da revista Administradores, a
carreira pública é um assunto em alta no Brasil, graças à quantidade de
editais de concursos públicos nos últimos anos e outros tantos
previstos. Na reportagem da revista, abordamos o tema sob a ótica do
empreendedorismo, ressaltando a importância de valorizar o espírito
empreendedor dos profissionais, independente do setor em que ele for
atuar, seja privado ou público.
A tarefa de injetar empreendedorismo na gestão pública não é fácil, porém, a necessidade de transformações significativas nesse setor, no sentido de desmanchar padrões engessados e arcaicos de administração, é urgente. Como, porém, adotar práticas empreendedoras em ambientes burocráticos? Em conversa com o Administradores, Alexandre Slivnik, autor do livro "O Poder da Atitude", compartilhou dicas que podem ser incorporadas ao cotidiano de qualquer empreendedor, especialmente o público. Confira:
1. Nutra a criatividade - "O empreendedor é aquele que pensa e age de forma diferente", diz Slivnik. Em vez de se contentar com as fórmulas prontas encontradas no setor público e constantemente limitar a própria capacidade de inovação, dê vazão a ideias possivelmente transformadoras. "Fazer as mesmas coisas trará sempre os mesmos resultados. É preciso entender que as pessoas já nascem criativas e, infelizmente, ao longo da vida, vamos 'podando' essa criatividade", continua o consultor. Ainda que não "grandes", mudanças simples podem ser benéficas e é preciso nutri-las. Quando tiver alguma sugestão nesse sentido, busque seu superior e fale abertamente sobre. Mesmo se o feedback não for o esperado, a sua criatividade estará em exercício.
2. Questione o sistema - Não se entregue ao pensamento fatalista, que gera resignação. Se o empreendedor público se prende ao fato de que há uma cultura do incorreto e burocrático onde trabalha, pensando que esta não pode ser mudada, termina conformado e inerte. "Um funcionário público pode ser empreendedor se, em primeiro lugar, ele acreditar que pode mudar. Parar de jogar a culpa no 'sistema' e arregaçar as mangas. Questionar o tal 'sistema' e contribuir para melhorias, não sendo refém de fórmulas ultrapassadas", é o conselho de Slivnik.
3. Seja exemplo - Seguindo o raciocínio de se portar como um canal de mudanças, ser o exemplo ao invés de exigir este ou aquele comportamento das outras pessoas é uma atitude importante para o gestor público. "Sempre acreditei que o servidor público é aquele que tem que dar exemplo à sociedade. A mudança, começando por ele, terá um impacto muito maior na sociedade como um todo. Basta ele acreditar que poderá fazer parte dessa mudança", afirma o autor. Chamar para si a responsabilidade de enfrentar as dificuldades, servindo de modelo para os que estão ao redor, é uma prática sadia e benéfica para todo e qualquer empreendedor.
4. Arrisque - Buscar a solução no inesperado, no inovador, pensar fora da caixa, são atribuições geralmente próprias de um empreendedor, e no setor público não é diferente. Assim, que os riscos sejam pensados e calculados mas não deixados de lado; se a recompensa for melhorar processos e trazer resultados para o setor público, eles valem a pena. Quando arriscar e errar, lembre-se do aprendizado que o fracasso pode gerar e não se deixe ter medo de tentar novamente. "O risco faz parte e trás brilho e vida para qualquer negócio. Um empreendedor de sucesso é audacioso e enxerga o seu trabalho de maneira estratégica (olhando o todo!)", conclui Slivnik.
fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/4-atitudes-que-todo-empreendedor-publico-precisa-ter/88763/
A tarefa de injetar empreendedorismo na gestão pública não é fácil, porém, a necessidade de transformações significativas nesse setor, no sentido de desmanchar padrões engessados e arcaicos de administração, é urgente. Como, porém, adotar práticas empreendedoras em ambientes burocráticos? Em conversa com o Administradores, Alexandre Slivnik, autor do livro "O Poder da Atitude", compartilhou dicas que podem ser incorporadas ao cotidiano de qualquer empreendedor, especialmente o público. Confira:
1. Nutra a criatividade - "O empreendedor é aquele que pensa e age de forma diferente", diz Slivnik. Em vez de se contentar com as fórmulas prontas encontradas no setor público e constantemente limitar a própria capacidade de inovação, dê vazão a ideias possivelmente transformadoras. "Fazer as mesmas coisas trará sempre os mesmos resultados. É preciso entender que as pessoas já nascem criativas e, infelizmente, ao longo da vida, vamos 'podando' essa criatividade", continua o consultor. Ainda que não "grandes", mudanças simples podem ser benéficas e é preciso nutri-las. Quando tiver alguma sugestão nesse sentido, busque seu superior e fale abertamente sobre. Mesmo se o feedback não for o esperado, a sua criatividade estará em exercício.
2. Questione o sistema - Não se entregue ao pensamento fatalista, que gera resignação. Se o empreendedor público se prende ao fato de que há uma cultura do incorreto e burocrático onde trabalha, pensando que esta não pode ser mudada, termina conformado e inerte. "Um funcionário público pode ser empreendedor se, em primeiro lugar, ele acreditar que pode mudar. Parar de jogar a culpa no 'sistema' e arregaçar as mangas. Questionar o tal 'sistema' e contribuir para melhorias, não sendo refém de fórmulas ultrapassadas", é o conselho de Slivnik.
3. Seja exemplo - Seguindo o raciocínio de se portar como um canal de mudanças, ser o exemplo ao invés de exigir este ou aquele comportamento das outras pessoas é uma atitude importante para o gestor público. "Sempre acreditei que o servidor público é aquele que tem que dar exemplo à sociedade. A mudança, começando por ele, terá um impacto muito maior na sociedade como um todo. Basta ele acreditar que poderá fazer parte dessa mudança", afirma o autor. Chamar para si a responsabilidade de enfrentar as dificuldades, servindo de modelo para os que estão ao redor, é uma prática sadia e benéfica para todo e qualquer empreendedor.
4. Arrisque - Buscar a solução no inesperado, no inovador, pensar fora da caixa, são atribuições geralmente próprias de um empreendedor, e no setor público não é diferente. Assim, que os riscos sejam pensados e calculados mas não deixados de lado; se a recompensa for melhorar processos e trazer resultados para o setor público, eles valem a pena. Quando arriscar e errar, lembre-se do aprendizado que o fracasso pode gerar e não se deixe ter medo de tentar novamente. "O risco faz parte e trás brilho e vida para qualquer negócio. Um empreendedor de sucesso é audacioso e enxerga o seu trabalho de maneira estratégica (olhando o todo!)", conclui Slivnik.
fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/4-atitudes-que-todo-empreendedor-publico-precisa-ter/88763/
Empreendedorismo na Copa do Mundo
Boas parcerias com fornecedores e investimento prévio em estoque são algumas dicas para fazer bons negócios nesse período.
Empreendedorismo é a palavra do momento. Alguém, em um determinado
momento de sua vida, certamente já pensou em se enveredar por esse
caminho. Alguns seguem e encontram o sucesso, enquanto outros desistem
facilmente ao se deparar com tantos obstáculos fiscais e operacionais.
De qualquer forma, o Brasil tem uma veia empreendedora muito forte e isso não será revertido. Mas melhor do que falar em números e previsões, é preciso ser objetivo e saber como ganhar dinheiro como empreendedor. Em outras palavras, ao mesmo tempo em que temos diversos entraves, se soubermos aproveitar as oportunidades e antever as situações, conseguiremos vencer e nos destacar no mercado. E, certamente, saíremos daquela estatística de que as empresas não passam de dois anos de vida.
Com a minha experiência, consegui entender que é preciso estar de olhos abertos e agir de forma estratégica em muitos momentos. Um deles é a Copa do Mundo, que é o maior evento esportivo do mundo. Há algum tempo, desde que o Brasil foi escolhido para ser a sede do campeonato, as empresas começaram a correr atrás de soluções e produtos para aproveitar o momento.
Mas não acredito que correr atrás é o certo, mas sim, estudar, planejar e agir com atenção, estratégia, cautela e, claro, a fé que não pode faltar ao brasileiro. Já estou na terceira Copa do Mundo e ela é uma verdadeira bolha de vendas.
Mas não adianta sair agora desesperadamente para encontrar oportunidades e ganhar dinheiro. O pontapé inicial deve ser dado dois anos antes e, para isso, separei algumas dicas importantes, com base na minha vivência, e que podem ser utilizadas para outros eventos relevantes em nosso país, como carnaval, Natal e também os Jogos Olímpicos, em 2016.
A programação de fluxo de caixa e mix de produtos são fundamentais para quem deseja atuar em eventos sazonais como este. O maior desafio é gerenciar a assertividade nos pedidos, buscando evitar sobras e não deixar faltar produtos, principalmente em dias de jogos do Brasil.
E não há fórmulas se você não tem histórico de vendas de anos anteriores. Por isso, a maior oportunidade são boas parcerias com fornecedores, que lhe possibilitem suprimento rápido após sua programação de vendas com seus clientes. Isso faz a diferença.
Também se prepare para absorver a sobra de alguns itens, pois fatalmente isso irá acontecer. É fundamental estar preparado e prever isso no momento da precificação e definição do mark up, para evitar descompasso com os pagamentos a fornecedores e, assim, comemorar os bons lucros com muita alegria.
Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/empreendedorismo-na-copa-do-mundo/88718/
De qualquer forma, o Brasil tem uma veia empreendedora muito forte e isso não será revertido. Mas melhor do que falar em números e previsões, é preciso ser objetivo e saber como ganhar dinheiro como empreendedor. Em outras palavras, ao mesmo tempo em que temos diversos entraves, se soubermos aproveitar as oportunidades e antever as situações, conseguiremos vencer e nos destacar no mercado. E, certamente, saíremos daquela estatística de que as empresas não passam de dois anos de vida.
Com a minha experiência, consegui entender que é preciso estar de olhos abertos e agir de forma estratégica em muitos momentos. Um deles é a Copa do Mundo, que é o maior evento esportivo do mundo. Há algum tempo, desde que o Brasil foi escolhido para ser a sede do campeonato, as empresas começaram a correr atrás de soluções e produtos para aproveitar o momento.
Mas não acredito que correr atrás é o certo, mas sim, estudar, planejar e agir com atenção, estratégia, cautela e, claro, a fé que não pode faltar ao brasileiro. Já estou na terceira Copa do Mundo e ela é uma verdadeira bolha de vendas.
Mas não adianta sair agora desesperadamente para encontrar oportunidades e ganhar dinheiro. O pontapé inicial deve ser dado dois anos antes e, para isso, separei algumas dicas importantes, com base na minha vivência, e que podem ser utilizadas para outros eventos relevantes em nosso país, como carnaval, Natal e também os Jogos Olímpicos, em 2016.
A programação de fluxo de caixa e mix de produtos são fundamentais para quem deseja atuar em eventos sazonais como este. O maior desafio é gerenciar a assertividade nos pedidos, buscando evitar sobras e não deixar faltar produtos, principalmente em dias de jogos do Brasil.
E não há fórmulas se você não tem histórico de vendas de anos anteriores. Por isso, a maior oportunidade são boas parcerias com fornecedores, que lhe possibilitem suprimento rápido após sua programação de vendas com seus clientes. Isso faz a diferença.
Também se prepare para absorver a sobra de alguns itens, pois fatalmente isso irá acontecer. É fundamental estar preparado e prever isso no momento da precificação e definição do mark up, para evitar descompasso com os pagamentos a fornecedores e, assim, comemorar os bons lucros com muita alegria.
Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/empreendedorismo-na-copa-do-mundo/88718/
Pesquisa aponta crescimento do empreendedorismo digital no País.
Um dos segmentos mais procurados é o e-commerce, com ganhos de 30 bilhões de reais em 2013
Um estudo recente, realizado pelo Instituto Brasileiro de Marketing
de Afiliados - IBMAfiliados, revelou que cerca de 20 mil empreendedores
digitais ingressam por mês no mercado brasileiro de marketing de
afiliados em busca de profissionalização e estabilidade financeira.
Com inúmeras modalidades disponíveis, a que mais se destaca é o marketing de afiliados por ser um negócio lucrativo com várias formas de afiliação (produtos de lojas virtuais, infoprodutos e programas de mídia), que geram rentabilidade por meio de comissão. Um dos segmentos destacados por Rafael Rez, diretor do IBMAfiliados, é o e-commerce, que encontra-se no auge, com ganhos de 30 bilhões de reais em 2013 e previsão de crescimento para 36 bilhões em 2014. Cerca de 3% deste total provém de Programas de Afiliados e representam 60% do faturamento do setor, através de 2.200 sites afiliados.
Entre os segmentos que mais crescem estão educação online, produtos eletrônicos, cosméticos, pet e consumo de luxo (moda e alimentação). Outro fator que impulsionou o crescimento da indústria de afiliação foram os sites de cupons. “O futuro do e-commerce é muito promissor e oferece oportunidades para quem está no marketing de afiliação. Tem espaço para todo mundo é só abraçar as chances que aparecem”, aconselha o Rafael.
O levantamento também mostrou que 61% dos afiliados brasileiros desenvolvem seus projetos na plataforma Wordpress, sendo que a maior parte dos negócios são blogs e sites de conteúdo. Outros 13% utilizam a plataforma Blogger, do Google e menos de 10% dos sites são desenvolvidos com fins específicos de afiliação.
Também foi avaliado o nível de conhecimento dos empreendedores sobre marketing de afiliados. O apontamento informa que apenas 4% dos consultados possuem larga experiência no assunto, 12% conhecem bastante e 31% conhecem o suficiente. A maior faixa é a dos empreendedores que conhecem muito pouco sobre o tema, com 53% do total. “Nota-se que estes que conhecem pouco são justamente aqueles que entraram no mercado a menos de um ano e que representam 49% dos pesquisados. Isso mostraque existe muito espaço para crescer. O momento é favorável e com grandes expectativas de desenvolvimento”, diz o diretor.
A pesquisa também revelou que 49% dos pesquisados conhecem os programas de afiliados a menos de um ano, o que explica o crescimento de mais de 80% do mercado de afiliação de 2013 para 2014. “Esta propagação deve acompanhar a expansão do mercado de e-commerce no Brasil, além de se expandir para outras áreas como a de infoprodutos, que representou poucos milhões por ano em 2012 e no ano passado movimentou mais de R$ 50 milhões só no Brasil”, explica Rafael.
fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/pesquisa-aponta-crescimento-do-empreendedorismo-digital-no-pais/88676/
Com inúmeras modalidades disponíveis, a que mais se destaca é o marketing de afiliados por ser um negócio lucrativo com várias formas de afiliação (produtos de lojas virtuais, infoprodutos e programas de mídia), que geram rentabilidade por meio de comissão. Um dos segmentos destacados por Rafael Rez, diretor do IBMAfiliados, é o e-commerce, que encontra-se no auge, com ganhos de 30 bilhões de reais em 2013 e previsão de crescimento para 36 bilhões em 2014. Cerca de 3% deste total provém de Programas de Afiliados e representam 60% do faturamento do setor, através de 2.200 sites afiliados.
Entre os segmentos que mais crescem estão educação online, produtos eletrônicos, cosméticos, pet e consumo de luxo (moda e alimentação). Outro fator que impulsionou o crescimento da indústria de afiliação foram os sites de cupons. “O futuro do e-commerce é muito promissor e oferece oportunidades para quem está no marketing de afiliação. Tem espaço para todo mundo é só abraçar as chances que aparecem”, aconselha o Rafael.
O levantamento também mostrou que 61% dos afiliados brasileiros desenvolvem seus projetos na plataforma Wordpress, sendo que a maior parte dos negócios são blogs e sites de conteúdo. Outros 13% utilizam a plataforma Blogger, do Google e menos de 10% dos sites são desenvolvidos com fins específicos de afiliação.
Também foi avaliado o nível de conhecimento dos empreendedores sobre marketing de afiliados. O apontamento informa que apenas 4% dos consultados possuem larga experiência no assunto, 12% conhecem bastante e 31% conhecem o suficiente. A maior faixa é a dos empreendedores que conhecem muito pouco sobre o tema, com 53% do total. “Nota-se que estes que conhecem pouco são justamente aqueles que entraram no mercado a menos de um ano e que representam 49% dos pesquisados. Isso mostraque existe muito espaço para crescer. O momento é favorável e com grandes expectativas de desenvolvimento”, diz o diretor.
A pesquisa também revelou que 49% dos pesquisados conhecem os programas de afiliados a menos de um ano, o que explica o crescimento de mais de 80% do mercado de afiliação de 2013 para 2014. “Esta propagação deve acompanhar a expansão do mercado de e-commerce no Brasil, além de se expandir para outras áreas como a de infoprodutos, que representou poucos milhões por ano em 2012 e no ano passado movimentou mais de R$ 50 milhões só no Brasil”, explica Rafael.
fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/pesquisa-aponta-crescimento-do-empreendedorismo-digital-no-pais/88676/
Evento destaca bom momento das franquias no Interior.
A feira pretende mostrar a empresários interessados em investir em franquias as vantagens da chamada “interiorização do mercado”, que ganhou força no segmento a partir de 2010. “A tendência se fortaleceu porque as cidades do interior, especialmente no Estado de São Paulo, mostraram uma vitalidade econômica invejável nos últimos.é um mercado pleno de oportunidades e com força para consumir uma diversa gama de serviços” .
Ainda é cedo para falar em saturação do mercado nas grandes capitais, mas é possível identificar algumas condições que recomendam a escolha por cidades de potencial econômico evidente, como Campinas, Rio Preto, Ribeirão Preto e São José dos Campos. “O momento atual é muito propício para a interiorização das franquias principalmente devido aos elevados custos imobiliários dos grandes centros econômicos. Todas as cidades que possuem algum tipo de polo de desenvolvimento.São mercados excelentes e com bons recursos para a instalação de franquias, já que existe muita gente disposta a investir”, afirma Nascimento.
Bons resultados
A feira ocorre em um momento bom do setor, que movimentou R$ 115 bilhões em 2013, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), um crescimento de quase 12% em comparação com 2012. No mesmo período, o comércio teve crescimento de vendas anual de 4,3% e o setor de serviços, 2,1%, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A aposta na atualidade, segundo especialistas, é o setor de alimentação, que teve um desempenho ainda melhor do que o segmento como um todo - crescimento de 16,6% no faturamento em 2013, ante 2012, movimentando um valor de R$ 23,9 bilhões, de acordo com pesquisa setorial da ABF divulgada nesta semana.
Mercado mais feminino
Estudo divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (Sebrae), na primeira quinzena de maio, aponta o crescimento
das mulheres no mercado brasileiro. O estudo inédito, chamado As
Mulheres Empreendedoras no Brasil, mostra que as empresárias estão mais
escolarizadas, têm mais acesso a informações e não se contentam com
atividades consideradas femininas, mas empreendem também naquelas que
são predominantemente masculinas.
A pesquisa mostra que, além de terem ganhado espaço no mercado de trabalho e posições de poder na política, as mulheres também conquistaram espaço no empreendedorismo. Segundo os dados levantados pelo Sebrae, entre 2001 e 2011, o número de mulheres donas do próprio negócio aumentou em 21%, mais do que o dobro do crescimento verificado entre os homens.
O estudo mostra ainda que as empresas comandadas por mulheres estão se mantendo por mais tempo no mercado. No período pesquisado, a taxa de empreendedoras com negócios em atividade há mais de cinco anos subiu de 48% para 54%. “Elas não empreendem apenas para complementar a renda da família ou como passatempo. Abrem empresas por identificar uma demanda de mercado e estão se perpetuando como empresárias de sucesso, sem espaço para amadorismo”, explica o presidente do Sebrae nacional, Luiz Barretto.
Michely Coutinho, advogada e membro do Coletivo Marcha das Vadias de Goiás, destaca a importância de estudos como este. Segundo a ativista, tais pesquisas são aliadas dos feminismos por mostrar aos que ela chama “incrédulos conservadores”, dados mais precisos acerca das mudanças comportamentais na sociedade. “Uma boa resposta aos que insistem em dizer que lugar de mulher é um cômodo específico da casa. Lugar de mulher é onde ela quiser!”, exclama.
Ela ressalta que prefere tratar de “feminismos” e não “movimento feminista”, como se fosse algo único e homogêneo. “São várias mulheres e grupos, bandeiras e abordagens, cada qual com as especificidades que são inerentes a qualquer ser humano, não somente às mulheres”, explica.
Prova da conquista do espaço, também apontada pelo estudo, é o aumento da proporção de empreendedoras que sustentam suas famílias. Em 2001, 59% das empresárias complementavam a renda do parceiro no orçamento familiar. Dez anos depois, esse percentual baixou para 50%, enquanto a taxa das donas de negócio que são chefes de domicílio subiu de 27% para 37%. Existem 2,6 milhões de mulheres empreendedoras que são chefes de suas famílias, numa relação de uma mulher para cada cinco empreendedores (as) chefes de domicílio.
Outros dados também evidenciam a mudança de comportamento e o avanço das mulheres nos empreendimentos. Um deles é o fato de que, enquanto a proporção das empreendedoras com negócios em Serviços caiu de 49% para 33% no período da pesquisa, a quantidade de mulheres que empreendem na indústria saltou de 9% para 19% do total de mulheres com negócios estabelecidos.
“Em uma sociedade onde se rompe papéis pré-determinados, tendo a mulher liberdade para verdadeiramente empreender, sobretudo se falarmos no atual mercado da livre iniciativa, ela poderá exercer qualquer função ou cargo”, analisa Michely. Ela ainda destaca a barreira que às vezes impede que a mulher se sinta empoderada o suficiente para realizar a atividade de sua vocação, qualquer que ela seja: o machismo.
A ativista que, além da Marcha das Vadias, faz parte da Associação Mulheres na Comunicação, Colcha de Retalhos, Mural de Ideias e Fórum Goiano de Mulheres, ainda esclarece que a diferenciação muitas vezes feita entre “atividades femininas” e “atividades masculinas” não é válida. “Estas características que o mercado privado enfatiza como ‘masculinas’ ou ‘femininas’ muitas vezes são uma questão cultural, não biológica”.
A melhor arma para que as mulheres continuem a avançar, não só no mundo dos negócios, mas em todas as esferas da sociedade? “Uma educação e cultura com princípios de igualdade serão fundamentais para chegarmos a uma sociedade mais justa, solidária e igualitária”, sintetiza Michely. A advogada lembra ainda que é preciso muito debate e discussão sobre o tema.
A pesquisa mostra que, além de terem ganhado espaço no mercado de trabalho e posições de poder na política, as mulheres também conquistaram espaço no empreendedorismo. Segundo os dados levantados pelo Sebrae, entre 2001 e 2011, o número de mulheres donas do próprio negócio aumentou em 21%, mais do que o dobro do crescimento verificado entre os homens.
O estudo mostra ainda que as empresas comandadas por mulheres estão se mantendo por mais tempo no mercado. No período pesquisado, a taxa de empreendedoras com negócios em atividade há mais de cinco anos subiu de 48% para 54%. “Elas não empreendem apenas para complementar a renda da família ou como passatempo. Abrem empresas por identificar uma demanda de mercado e estão se perpetuando como empresárias de sucesso, sem espaço para amadorismo”, explica o presidente do Sebrae nacional, Luiz Barretto.
Michely Coutinho, advogada e membro do Coletivo Marcha das Vadias de Goiás, destaca a importância de estudos como este. Segundo a ativista, tais pesquisas são aliadas dos feminismos por mostrar aos que ela chama “incrédulos conservadores”, dados mais precisos acerca das mudanças comportamentais na sociedade. “Uma boa resposta aos que insistem em dizer que lugar de mulher é um cômodo específico da casa. Lugar de mulher é onde ela quiser!”, exclama.
Ela ressalta que prefere tratar de “feminismos” e não “movimento feminista”, como se fosse algo único e homogêneo. “São várias mulheres e grupos, bandeiras e abordagens, cada qual com as especificidades que são inerentes a qualquer ser humano, não somente às mulheres”, explica.
Mulheres no poder
Prova da conquista do espaço, também apontada pelo estudo, é o aumento da proporção de empreendedoras que sustentam suas famílias. Em 2001, 59% das empresárias complementavam a renda do parceiro no orçamento familiar. Dez anos depois, esse percentual baixou para 50%, enquanto a taxa das donas de negócio que são chefes de domicílio subiu de 27% para 37%. Existem 2,6 milhões de mulheres empreendedoras que são chefes de suas famílias, numa relação de uma mulher para cada cinco empreendedores (as) chefes de domicílio.
Outros dados também evidenciam a mudança de comportamento e o avanço das mulheres nos empreendimentos. Um deles é o fato de que, enquanto a proporção das empreendedoras com negócios em Serviços caiu de 49% para 33% no período da pesquisa, a quantidade de mulheres que empreendem na indústria saltou de 9% para 19% do total de mulheres com negócios estabelecidos.
“Em uma sociedade onde se rompe papéis pré-determinados, tendo a mulher liberdade para verdadeiramente empreender, sobretudo se falarmos no atual mercado da livre iniciativa, ela poderá exercer qualquer função ou cargo”, analisa Michely. Ela ainda destaca a barreira que às vezes impede que a mulher se sinta empoderada o suficiente para realizar a atividade de sua vocação, qualquer que ela seja: o machismo.
A ativista que, além da Marcha das Vadias, faz parte da Associação Mulheres na Comunicação, Colcha de Retalhos, Mural de Ideias e Fórum Goiano de Mulheres, ainda esclarece que a diferenciação muitas vezes feita entre “atividades femininas” e “atividades masculinas” não é válida. “Estas características que o mercado privado enfatiza como ‘masculinas’ ou ‘femininas’ muitas vezes são uma questão cultural, não biológica”.
A melhor arma para que as mulheres continuem a avançar, não só no mundo dos negócios, mas em todas as esferas da sociedade? “Uma educação e cultura com princípios de igualdade serão fundamentais para chegarmos a uma sociedade mais justa, solidária e igualitária”, sintetiza Michely. A advogada lembra ainda que é preciso muito debate e discussão sobre o tema.
Para "superpoderosas", inovação é a chave do sucesso.
Em evento realizado em São Paulo, Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, Sofia Esteves, fundadora do grupo DMRH, e Bel Pesce, empreendedora, destacaram o papel da inovação no êxito corporativo e pessoal.
"Quem tem o poder é quem tem conhecimento", disse Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, no Lide Futuro,
evento de liderança realizado na noite dessa quinta-feira, em São
Paulo, para uma plateia de mais de 400 executivos de diversos setores. O
encontro foi organizado por João Doria Jr., presidente do Grupo Doria, e
contou também com a presença de Sofia Esteves, fundadora do grupo DMRH,
e Bel Pesce, fundadora da escola de empreendedorismo FazINOVA.
Mais do que dar dicas de liderança, as três convidadas motivaram os
participantes a ter atitude ao apostar na inovação. "Pessoas e inovação
sempre foram meu foco", contou Luiza aos presentes. "Montamos uma loja
física, porém eletrônica, em 1992. O estabelecimento não tinha produtos.
Tudo o que vendíamos era exibido em televisores", explicou a executiva
sobre a sua primeira iniciativa "virtual". "Dizíamos que aquela era a
loja dos anos 2.000. Oferecíamos cursos gratuitos no local e assim
podíamos ensinar às pessoas como comprar", contou a presidente do grupo,
que faturou 20,5 milhões de reais no primeiro trimestre de 2014.
A executiva ressaltou o quão importante é ousar nos negócios e
brincou: "Quando você está inovando, o melhor é nem contar para as
pessoas. Elas sempre apostam que vai dar errado". Luiza relembrou
passagens de sua trajetória à frente do grupo e afirmou que até mesmo a
sua tia, Luiza Trajano Donato, a fundadora da companhia, duvidou que a
sua ideia de criar promoções e abrir lojas de madrugada no mês de
janeiro, quando as vendas eram as piores do ano, seria realmente
efetiva. Logo reconsiderou e até sugeriu que funcionários entrassem na
fila, vestidos de clientes, para aumentar a buzz da iniciativa. Deu
certo e o mês passou a ser o terceiro em termos de vendas. “Hoje não
existe uma loja que não faça liquidação no início do ano", disse à
plateia.
A fala de Luiza vai ao encontro da história de Sofia Esteves,
fundadora do grupo DMRH. Filha de imigrantes europeus, teve uma infância
humilde e seu primeiro grande desafio foi pagar a faculdade. Ao se
graduar em psicologia, decidiu buscar trabalho, mesmo sem nunca ter
atuado na área. Na primeira entrevista, para ofuscar a falta de
experiência, destacou o seu talento. Conseguiu trabalho em uma
consultoria de recursos humanos, onde sua função era enviar currículos,
via Correios, para seus clientes. Achou que o método não era funcional e
então pegava um ônibus e ia até as empresas entregar os documentos
pessoalmente para ressaltar as qualidades dos candidatos escolhidos para
a posição.
"Um dia uma pessoa com cargo de presidente me procurou e me deu um
mês para recolocá-lo no mercado", contou a empresária. "Ele me disse que
se não conseguisse cumprir o prazo ele iria morar com a esposa no
Canadá", continuou. Apesar da pouca experiência, Sofia se dedicou ao
caso e poucos dias depois o candidato recebeu quatro propostas de
trabalho. "Um dia ele foi ao escritório para me agradecer e contou que,
na verdade, não iria para o Canadá, mas iria se suicidar se não
encontrasse emprego", lembrou emocionada. Daí em diante a carreira de
Sofia não parou de crescer. Trocou de consultoria, mas discutiu com o
dono da empresa, que lhe pediu para fazer algo que era contra a sua
ética profissional. Com base no ditado "os incomodados que se mudem",
desistiu da vaga e, no impulso, montou a sua própria empresa. O começo
foi difícil, mas inovando na área de recursos humanos, ao valorizar o
contato pessoal, não demorou para que sua companhia decolasse. "Eu era
muito jovem e um dia um cliente perguntou onde estava meu chefe.
Disparei: é comigo que o senhor está negociando e fico feliz que não
encare a pouca idade como o sinal de incompetência", disse. Depois de um
sorriso amarelo, o cliente fechou negócio com a jovem executiva.
A pouca idade que causou desconfiança no caso de Sofia também motivou
a empreendedora Bel Pesce a seguir seus instintos e tentar uma vaga no
Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma das universidades mais
renomadas do mundo. Depois da epopéia para encontrar em São Paulo o
responsável pelo processo de seleção da instituição, Bel precisou buscar
a solução de um problema nem sempre fácil de resolver: a falta de
dinheiro. Ela passou no MIT, mas não tinha como pagar a faculdade. Fez
bicos às vésperas de partir para os Estados Unidos e conseguiu juntar o
suficiente para um semestre na universidade. Para continuar, no entanto,
ela teria que conseguir bolsas de estudo. Tudo deu certo para Bel e em
pouco tempo ela já estava familiarizada com o estilo de vida do MIT,
onde os estudantes têm a oportunidade de fazer cursos diferentes, mas
complementares. Lá ela fez de tudo: de aula de dança moderna até
japonês. Foi no Vale do Silício, contudo, que a vida da jovem brasileira
mudou mais uma vez.
"No Vale do Silício a concorrência é muito grande, mas também há
muita colaboração", disse a empreendedora. Para fazer parte daquele
universo, abriu mão de um mestrado no MIT e de estágios em grandes
companhias, como Microsoft e Google. Trabalhou em startups e cofundou a
Lemon, um aplicativo de carteira virtual através do qual os usuários
escaneiam cupons fiscais. "Foi nesse período que decidi escrever um
livro com o que tinha aprendido até aquele momento", contou. Assim
nasceu A Menina do Vale, baixado mais de dois milhões de vezes e
com venda, na versão impressa, de cerca de 30 000 exemplares. A
repercussão em torno do livro trouxe a brasileira de volta ao seu país.
"Fazia vídeos quando ainda estava nos Estados Unidos e muita gente
acompanhava no YouTube. Voltei para o Brasil e montei o FazINOVA, uma
escola diferente que ensina às pessoas como inovar e outras coisas que
considero importantes", explicou. Talento e um bom marketing pessoal é o
que não falta para Bel, listada como um dos 30 jovens mais promissores
do país pela revista Forbes.
A lição deixada pelas três mulheres de diferentes gerações para a
plateia do evento é a importância da coragem no processo de inovação. Os
resultados, garantem elas, vão além da estabilidade financeira. "Depois
de uma certa quantia de dinheiro, a vida da gente já não muda muito. E
foi por isso que minha tia não se desfez da loja", disse Luiza sobre a
paixão da família em vender e a importância da satisfação pessoal nos
negócios. Autora do prefácio do livro Faça Acontecer, de outra
superpoderosa, Sheryl Sandberg, chefe de operações do Facebook, Luiza
não escondeu o entusiasmo em testemunhar o crescimento no número de
mulheres empreendedoras no país: "Essa é a solução do Brasil", disse
empolgada a dona do Magazine Luiza.
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