Franquias e vendas pela internet atraem novos empreendedores.

Comércio online cresce em ritmo intenso no Brasil.Franquias criaram 88 mil novos postos de trabalho em 2013.



  Em 2011, o Brasil tinha 23 mil lojas virtuais de pequeno e médio porte e a previsão da Associação de Comércio Online é chegar a 45 mil este ano. O Mercado Livre, uma das maiores páginas de compra e venda pela internet do mundo, tem sede em São Paulo e conta com sete milhões de vendedores. “Nós temos aqui anúncios gratuitos, que você só paga se você realmente vender, e anúncios sofisticados, que você paga uma tarifa de anúncio e uma taxa de comissão”, explica Helisson Lemos, diretor geral da empresa.
Criada há 15 anos, a página é acessada em 13 países, incluindo o Brasil, e funciona como uma hospedagem: pessoas físicas ou empresas anunciam os produtos. “Há casos de sucesso de pessoas que começaram vendendo como eu e como você e tiveram sucesso, montaram sua empresa e hoje tem 200 funcionários vendendo no Brasil e até em outros países”, afirma Helisson.
O e-commerce, como é chamado o comércio online, cresce em um ritmo intenso no Brasil. No ano passado, faturou quase R$ 5 bilhões, 175% a mais do que em 2012. Até 2016, o objetivo é ultrapassar os R$ 13,5.



De olho nessa expansão, o administrador Pedro Romi e o engenheiro Caio Sagae deixaram o mercado financeiro e há um ano compram roupas infantis usadas e revendem pela internet. “O e-commerce é muito bom por causa do alcance, então essa é a grande vantagem que a gente vê de não ser um brechó em uma cidade que vai ter um alcance limitado e sim ter um alcance nacional”, analisa Pedro.

O negócio é bem organizado: uma equipe seleciona as roupas, fotografa tudo em um estúdio que eles montaram e só depois vai para internet. “Nos próximos anos, a gente também enxerga uma expansão dos mercados para adolescentes, mulheres, adultos. Essa é a nossa visão, em alguns anos ser referência no mercado do mundo de moda”, diz Caio.

Franquias
Outra forma de empreendedorismo que tem atraído investidores são as franquias. Em 2013, mais de duas mil unidades foram abertas em centros comerciais de todo o país, segundo a Associação Brasileira de Franchising.
As franquias criaram 88 mil novos postos de trabalho no ano passado. O setor tem sido uma oportunidade para quem busca o primeiro emprego e para os jovens que querem abrir a própria empresa.
Fabiana Batista Florença tem 29 anos e sempre trabalhou como vendedora e agora tem sua primeira experiência como proprietária de uma franquia: “Escolhi o ramo de alimentação pelo seguinte: é uma área que nunca entra em crise, porque as pessoas deixam de fazer tudo, menos de se alimentar”. Os quiosques registraram no ano passado crescimento de quase 20%, com destaque para alimentação.

Já as irmãs Eliza e Laura de Carvalho decidiram investir em outro tipo de franquia. Elas eram professoras de inglês e estão aplicando a experiência do passado na escola de idiomas que elas abriram: “Começar um novo negócio exige um pouco de coragem nesse sentido e agora a gente está começando a ficar mais tranquila. porque no inicio foi muito medo. Mas a gente está crescendo de uma maneira satisfatório para nossa expectativa”.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/05/franquias-e-vendas-pela-internet-atraem-novos-empreendedores.html





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7 erros que as mulheres cometem ao empreender

Camila Farani, especialista em empreendedorismo feminino, lista as principais dificuldades das mulheres empreendedoras

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Mulher com dor de cabeça usando o computador

O empreendedorismo feminino vem ganhando força cada vez mais no cenário dos negócios. Segundo relatórios do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), o número de mulheres que empreendem tem aumentado nos últimos anos. No Brasil, elas já se equiparam aos homens: estão à frente de 49,3% dos novos negócios. Em 2002, esse índice era de 42%.

No comando de suas empresas, muitas delas passam por dificuldades típicas do gênero feminino. Mas não se enganem! Esses problemas também são comuns a todos os empreendedores, independente do sexo. Listo aqui os mais comuns para que você não caia nessa armadilha e contribua para não aumentar a estatística brasileira de negócios mal sucedidos.

1. Não se planeja
Em muitos casos, é comum as mulheres começarem seus negócios de forma acidental, sem planejamento e estratégia. O conselho é simples: pare o que está fazendo agora e faça um plano de negócios. Hoje, existem vários modelos no mercado. O mais apropriado para as startups é o canvas. Nele você irá refletir sobre o produto/serviço, o público-alvo, como a empresa será administrada no dia a dia e os custos do primeiro ano, além de mencionar as responsabilidades de sócios e empregados.

2. Não tem um objetivo claro
Se a mulher não entende que tem um negócio nas mãos, imagine o cliente. É preciso entender o que você faz e pra onde você quer ir. Elabore uma descrição clara do que a empresa faz. Isso é o começo de tudo.

3. Age sozinha
Muitas empreendedoras acham que conseguem controlar a empresa sozinha. Para administrar com sucesso, é importante se cercar de uma equipe com pessoas que tenham diferentes pontos fortes e expertises.

4. Foca no lado emocional
A mulher, diferente do homem, tenta criar vínculos na hora de se relacionar com clientes e consumidores. Na hora do “business” devemos deixar nossa sensibilidade de lado e ser mais frias. Afinal de contas, o mercado é competitivo e difícil pra todos.

5. Não sabe precificar 
Dinheiro é um assunto delicado para mulheres, e muitas têm dificuldades para discutir preços, o que geralmente as leva a subavaliar seus produtos ou serviços. Isso porque muitos negócios começam de forma amadora e quando se dão conta percebem que ali existe uma oportunidade. Entender e identificar essa transição é extremamente importante.

6. Falta de controle das finanças 
As mulheres costumam ser menos assertivas na hora de fazer cobranças. Administrar o fluxo de caixa, cobrar dívidas e controlar pagamentos são pontos críticos para elas. Procure estudar o assunto ou faça melhor: delegue para não tirar seu tempo da estratégia do negócio.

7- Não separa o pessoal do profissional 
Nós mulheres, com nosso espírito maternal aflorado, costumamos nos aproximar demasiadamente dos funcionários, os tratando como se fossem amigos ou parentes. Um erro! Isso pode se tornar um problema na hora de tomar decisões para os interesses da empresa.

Camila Farani é CEO do Grupo Boxx, focado em alimentação, e co-fundadora do Mulheres Investidoras Anjo.

FONTE: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/7-erros-que-as-mulheres-cometem-ao-empreender

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8 fatores para construir uma franquia de sucesso


Modelo de negócio atrativo e sustentável é um dos pilares fundamentais

Editado por Priscila Zuini - portal EXAME


Respondido por Lyana Bittencourt, especialista em franquias


Como atuamos no mercado de consultoria com especialização em franquias há muitos anos, as pessoas costumam nos procurar para perguntar o que é importante para levar uma rede ao sucesso. Nossa experiência nos ensinou que há 8 pontos valiosos para quem deseja chegar lá através de um crescimento saudável. São eles:
1. Modelo de negócio atrativo e sustentável: o modelo definido para expansão precisa trazer diferenciais competitivos. Cabe uma reflexão fundamental por parte do empresário: será que a marca efetivamente tem algo diferente para apresentar ao mercado?
2. Parceria ganha-ganha: o foco do franqueador deve estar em criar condições para que o franqueado tenha ganhos atrativos. Franqueado feliz, franqueador também.
3. Estrutura para expansão: pensar somente na velocidade de expansão, sem planejar a estrutura necessária para dar o suporte adequado à rede, é um erro que pode trazer graves consequências, e pode ser uma ameaça ao crescimento sustentável.
4. Ferramentas de gestão: ter um software de gestão que dê condições de acompanhar os resultados da rede é básico e fundamental. Outras ferramentas, como checklists de visitas e mapa de indicadores de performance das unidades, também precisam ser desenvolvidas.
5. Seleção criteriosa de franqueados: selecionar criteriosamente estes parceiros, que passarão a fazer parte do dia-a-dia da rede, pode significar um relacionamento mais saudável e construtivo.
6. Qualidade do relacionamento: diferente do que acontece na gestão de filiais, em franquias estamos falando de parceiros. É um relacionamento mais motivacional, de engajamento das pessoas para um objetivo comum.
7. Programas periódicos de capacitação e reciclagem: não basta treinar uma vez só e achar que tudo continuará caminhando bem. É preciso ter foco na capacitação constante da rede. É isto que garantirá maior padronização e nível elevado de serviço.
8. Inovação permanente: é uma das melhores formas de manter o franqueado na rede, proporcionando novidades e mantendo o negócio competitivo, gerando uma condição superior em que ele, sozinho, não teria condições de fazer. Isto gera uma interdependência saudável.
Lyana Bittencourt é especialista em franchising e diretora de Marketing e Desenvolvimento do Grupo Bittencourt.
FONTEhttp://exame.abril.com.br/pme/noticias/8-fatores-para-construir-uma-franquia-de-sucesso


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Os prós e contras de montar uma franquia em casa

Por Nadia Korosue

Quem nunca se pegou pensando nas vantagens de montar um negócio e ser seu próprio chefe? Um bom começo pode ser montar uma franquia em casa, já que o modelo não exige muito capital inicial e permite que o empreendedor consiga trabalhar sozinho e ter maior autonomia profissional.
As opções são inúmeras: franquias de serviços de limpeza, jardinagem, manutenção predial, lavagem de automóveis, reforço escolar, corretora de seguros, venda de salgadinhos para festas, entre muitas outras. É possível abrir seu negócio em casa com investimentos a partir de 10 mil reais.

Segundo informações da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as franquias em casa, conhecidas como home based, faturaram 115 bilhões de reais em 2013 no Brasil - um avanço de 12% ante ao ano anterior. Vale lembrar que esse crescimento foi registrado em um ano em que o PIB brasileiro avançou cerca de 2,3%.

Para os franqueados “home based’’, o faturamento mensal fica entre oito mil e 80 mil reais, variando, evidentemente, conforme o serviço executado e o investimento inicial. Estimativas colocam o lucro líquido entre 20% a 50% da receita bruta, o que faz o prazo para retorno do investimento ser, em média, de até 18 meses. Com tudo isso em mente, confira os pontos positivos e os negativos de apostar numa franquia no conforto do seu lar.

Os prós
- O franqueado tem custos fixos menores e maior flexibilidade com os horários, já que não precisa alugar um ponto nem funcionar em horário comercial. Afinal, você vai trabalhar de casa!

- A margem de lucro também é mais alta em comparação com a de uma franquia tradicional, já que o franqueado não tem custos fixos tradicionais, como aluguel, funcionários e infraestrutura.

- Computador, conexão com internet banda larga, impressora e um telefone comercial são suficientes para dar início à empresa e podem ser compartilhados com os serviços para a casa.

- A oportunidade de trabalhar em casa também permite economizar tempo e evitar aborrecimentos com o trânsito, já que os franqueados não precisam se deslocar fisicamente até seu trabalho. Segundo pesquisa do Ibope, o paulistano perde cerca de três horas por dia em trânsito. O que significa, na prática, mais três horas para trabalhar se o empreendedor está na capital paulista.

- O franqueado recebe todo o apoio e conhecimento de mercado do franqueador, além de instruções sobre como vender e entregar o produto ou serviço. Ou seja, os riscos diminuem de forma significativa, já que o franqueador oferece a receita para o sucesso do negócio.

Os contras
- É preciso saber separar a rotina do lar da rotina do escritório. O franqueado precisa definir seus horários de trabalho e ter certeza de que o dia a dia familiar não irá prejudicar seu trabalho. Uma porta dividindo o local de trabalho com o resto da casa é aconselhável.

- Por contar com uma maior flexibilidade de horários, o franqueado também pode se sentir mais acomodado, o que pode prejudicar o negócio. Geralmente, o franqueado acredita que, por ter uma empresa, irá trabalhar menos, quando na verdade, pode precisar trabalhar mais.

- O franqueado é responsável, muitas vezes, pela execução de todas as tarefas do dia a dia, além da gestão estratégica dos negócios e da prospecção de novos clientes. Por isso, é importantíssimo que o empreendedor seja organizado e disciplinado.

- É necessário que o franqueado tenha conhecimento básico de gestão e negócios. Quem não possui esse background deve buscar capacitação.

Vale lembrar ainda que, por ser um franqueado, o empreendedor tem menor liberdade de atuação, já que tem que seguir o padrão do franqueador. Em contrapartida, é menos arriscado que abrir um novo negócio.


Nadia Korosue é administradora de empresas, especialista em projetos, sócia da GOAKIRA Consultoria.
FONTE: http://www.segs.com.br/so-seguros/159008-os-pros-e-contras-de-montar-uma-franquia-em-casa.html

O guia definitivo da administração de marketing para rede de franquias


Muitos franqueadores, ao pensar no marketing para suas redes de franquias, não percebem que seus mercados estão em mudanças contínuas. E posso dizer que o que preocupa não são somente as mudanças, mas a velocidade com que elas ocorrem.


Por Silvio Costa



Muitos franqueadores, ao pensar no marketing para suas redes de franquias, não percebem que seus mercados estão em mudanças contínuas. E posso dizer que o que preocupa não são somente as mudanças, mas a velocidade com que elas ocorrem.
E à medida que essas mudanças ocorrem não se deve mais confiar em antigas práticas de negócios. Pois como alguém um dia observou: a estratégia vitoriosa de ontem pode ser hoje o caminho mais certo para o fracasso.
Contudo, a pergunta que devemos fazer é: O que constitui uma Estratégia de Marketing vitoriosa?
Especialistas afirmam que não existe um único caminho de marketing para o sucesso e que cada empresa precisa encontrar, de maneira singular, suas qualidades e atividades de marketing. Trazendo isso para o mercado de Franchising, é preciso que a Administração de Marketing, ao ser implementada nas redes de franquias, consiga criar, desenvolver e manter as trocas de mercado, administrando a demanda em relação ao seu nível, a sua duração e a sua natureza.
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Isso quer dizer que, com a dinâmica do mercado, franqueadores devem sempre rever suas estratégias. E o processo de Administração de Marketing para redes de franquias é uma ferramenta essencial, veja:
PM > SDP > MM > I > C
Onde:
PM = Pesquisa de Mercado
SDP = Segmentação, Definição de público-alvo e Posicionamento
MM = Mix de Marketing (quatro P´s – Produto, Preço, Praça e Promoção)
I = Implementação
C = Controle
O processo de Administração de Marketing começa com uma Pesquisa de Mercado detalhada, que revelará vários segmentos de clientes e consumidores com necessidades distintas. Dentre os segmentos de clientes encontrados a empresa deve Definir como Público-Alvo àquele que puder atender com a mais alta eficiência.
Para cada segmento definido como alvo a empresa terá que Posicionar seus produtos e serviços de modo que os clientes-alvo possam perceber seu valor e seus diferenciais daqueles ofertados pelos seus concorrentes. O Mix de Marketing são as ferramentas que irão sustentar e proporcionar o posicionamento. As ferramentas são conhecidas como os quatro P´s de marketing: Produto, Preço, Praça e Promoção.
O momento de Implementar é onde todos os departamentos da empresa entram em ação: P&D, compras, fabricação, marketing e vendas, recursos humanos, logística, finanças e contabilidade.
E finalmente o Controle é onde as empresas obtêm o feedback do mercado, avaliam os resultados e efetuam correções de rotas.
Portanto, monitore continuamente sua estratégia de marketing para que sua empresa possa sempre identificar e escolher os segmentos certos de mercado a servir, diferenciar seus produtos e serviços dos da concorrência e desenvolver marcas mais fortes.
FONTE: http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/o-guia-definitivo-da-administracao-de-marketing-para-rede-de-franquias/77429/

E-Commerce

 

Quer entender o consumo? Estude a cultura!

Por que fogão no Brasil tem tampa? Você gosta de catchup na pizza? Qual a cor preferida das crianças? Entenda como fatores culturais influenciam decisões de consumo e por que toda marca precisa compreender isso.




por Marcos Hiller

Só no Brasil fogão tem tampa. No sul do Brasil, uma parcela da população come pizza com maionese. No Rio de Janeiro, se tem o hábito de colocar catchup na pizza. Peça catchup numa pizzaria tradicional da cidade de São Paulo para você ver a olhada de repressão que o garçom te dará. Em algumas regiões do Nordeste se tem o costume de comer catchup no meio do feijão com arroz. Só no Brasil, alguns carros modelo SUV, como a EcoSport, por exemplo, possuem aquele pneu do step afixado na traseira do veículo à mostra para os demais motoristas da rua verem e, geralmente, envolvidos com capas estilizadas ou até personalizadas.
Só no Brasil máquina de lavar tem a abertura na parte superior e, geralmente com tampa de vidro, para a dona de casa brasileira poder ver a roupa revirando pra lá e pra cá, limpando e lavando. Há quem diga que uma parcela de pessoas que usam dentadura no estado de Mato Grosso do Sul tem o costume de colocar aparelho dentário na dentadura, justamente para que o fato de possuir aparelho tente negar a existência de uma prótese dentária. No Brasil, a cor do luto é o preto e no Japão a cor do luto é o branco (vi isso outro dia numa cena de funeral em um dos filmes do Bruce Lee).

Todos esses fatos, por mais esquisitos e até mesmo pitorescos que possam parecer, se dão fortemente por conta de um elemento chamado cultura. Estudar marketing, comunicação, branding e práticas do consumo em geral nos requer cada vez mais, na contemporaneidade, que compreendamos a cultura do consumidor. E o que é a cultura? Nada mais é do que esse acervo de conhecimentos que modela e modula boa parte das relações entre as pessoas. Cultura é aquele elemento central formado por uma mistura de questões sociais, econômicas, políticas de um determinado grupo.
É na cultura onde encontramos as respostas mais profundas para desafios e dilemas do processo de marketing hoje em dia. Ferramentas mercadológicas, teoremas de Paretto, cinco forças de Porter, teorias de estratégia competitiva, os exaustivos quatro “pês” de marketing, entre outros modelos são fundamentais para entender os processos de marketing e consumo em dia? Acho que sim. Mas quer compreender um pouco mais a fundo as verdadeiras motivações, desejos e comportamentos das pessoas? Vá estudar a cultura. Tire o snorkel e coloque o tubo de oxigênio. Mergulhe. E nada melhor do que se ancorar em outras áreas do conhecimento.

Vamos com outro exemplo! Recentemente um amigo que trabalha na área de pesquisa de mercado da Kibon/Unilever me disse que fizeram algumas seções de pesquisa, por meio da técnica de grupo focal (ou focus group, como habitualmente se fala no mercado), com grupos de crianças para se detectar novas cores de picolé que a Kibon deveria lançar no Brasil. E após as discussões com a criançada, quais foram as cores preferidas? Rosa? Laranja? Vermelho? Verde? Amarelo? Azul? Quem respondeu alguma dessas, errou. A cor favorita da molecada foi o preto. Sim, um picolé de cor preta. Absolutamente imprevisível e inusitado. E se lançarmos um picolé preto seria um tremendo sucesso? Eu não apostaria nisso. E justamente por isso que esse negócio chamado pesquisa é tão fascinante.

Mas por que o preto? Confesso que não sei a razão exata. Precisaria me aprofundar um pouco mais para encontrar respostas críveis. Mas acredito que a razão do porquê o preto foi a cor vencedora não esteja no marketing, mas sim na antropologia, na sociologia, na psicologia, na semiótica. No chamado Neuromarketing talvez? Eu acho que também não. Aliás, não quero soar como uma percepção leviana, mas eu acho que misturar Marketing com Medicina é forçar um pouco a barra. Pra mim, mergulhar nas ciências sociais e ler autores como Nestor Garcia Canclini, Jesus Martín Barbero, Gilles Lipovetsky, Gisela Castro, Rose de Melo Rocha e Maria Aparecida Baccega tem me dado respostas bastante lúcidas para todos esses dilemas e complexidades das relações entre pessoas e marcas. Aliás, estudar mais a fundo o porquê de o preto ter sido a cor favorita das crianças na pesquisa talvez nos traga evidências sobre por que a meninas piram hoje em dia nessas bonecas vestidas de vampiras e monstros. Isso particularmente me inquieta.

Muito de minha visão nesse despretensioso texto é fruto de um curso de mestrado que estou para concluir hoje na ESPM/SP na área de comunicação e práticas do consumo. Estudamos o consumo não como consumismo, não como uma mera relação de troca entre bens e valores monetários. Discutimos o consumo não à luz de teorias clássicas de comportamento do consumidor, como a de Abraham Maslow e tantos outros. Pensamos o consumo como uma apropriação social, sinérgica e simbólica. Consumir hoje em dia é estar na sociedade. Consumir é se inscrever em algo. Consumimos o tempo todo, desde um maço de cigarros que compramos na esquina até mesmo uma lata de Coca-Cola que seguramos na mão ou uma telenovela a que assistimos. Consumimos sempre. Negar o consumo é negar que vivemos em sociedade.

Ah, por que diabos só no Brasil fogão tem tampa? Oras, por conta de uma questão cultural. Mais que isso: para a dona de casa brasileira, e só para a brasileira, por mais que a cozinha não esteja com aquele brilho impecável, o ato sígnico de se abaixar uma tampa de fogão significa: “Pronto! Missão cumprida! Posso curtir minha novela e meu maridão”.
FONTE: http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/quer-entender-o-consumo-estude-a-cultura/73788/

7 áreas que todo empreendedor deve dominar

Medo de falar em público? Supere isso porque você irá precisar para promover seu negócio


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Homens trabalhando em frente a janela
Respondido por Cynthia Serva, especialista em empreendedorismo
Empreender é ter a capacidade de transformar uma ideia em uma oportunidade de negócio. Portanto, ser empreendedor é ser capaz de identificar oportunidades, de ter a habilidade de fazer uma leitura do ambiente tentando se antecipar às demandas (e até mesmo criá-las!), ser capaz de fazer as pessoas acreditarem em suas ideias, de assumir riscos e aprender com os erros, de ser um profundo conhecedor do todo e não só de algumas partes.
Lançar-se numa jornada empreendedora exige uma boa dose de humildade em reconhecer que não se sabe tudo e buscar o conhecimento e desenvolvimento de algumas competências absolutamente necessárias.
Medo de falar em público? Supere isso porque você irá precisar para promover seu negócio. Tímido demais para falar de dinheiro? Acostume-se com isso porque você terá que fazer isso quase que todos os dias na busca por investimento ou negociando melhores preços. Acanhado sobre pedir ajuda ou gerenciar pessoas? O sucesso não vai acontecer sem a uma boa equipe de colaboradores.
Se você não tem algumas das características ou habilidades listadas abaixo, não fique frustrado ou com medo: lembre-se de que conhecimento e competências podem ser aprendidos.
1. Automotivação: esta talvez seja a habilidade mais importante de um empreendedor. É a capacidade de acordar pela manhã e começar a trabalhar. Parece simples, mas se você não fizer isso, você pode literalmente desperdiçar o dia fazendo coisas que não têm nenhum benefício para o seu negócio.
2. Acreditar no que faz: a autoconfiança é fundamental para um empreendedor. Dúvidas e inseguranças são comuns, mas saber superar a insegurança é uma das principais características que o empreendedor precisa desenvolver.
3. Organização e planejamento: para que qualquer negócio tenha chance de crescer e dar certo é preciso planejar com antecedência o que será realizado. Mas um planejamento bem feito só irá funcionar se houver organização de ideias e do ambiente de trabalho.
4. Habilidade de vendas: para a maioria dos candidatos a empreendedores isso pode ser muito assustador, pois muitos não se reconhecem como vendedores. Um desafio será desenvolver os tipos de vendas que melhor funcionam para o seu negócio.
5. Saber buscar, utilizar e controlar recursos: os recursos são fundamentais para o andamento de qualquer negócio, por isso o empreendedor deverá saber como obtê-los, utilizá-los para minimizar (ou evitar) perdas e como investir estes recursos para obter lucros.
6. Trabalho em equipe: o empreendedor terá que lidar com um grupo de pessoas que estarão ao seu lado, nessa convivência deverá ser uma pessoa que transmita autoridade, mas sem ser autoritária, e o mais importante, inspiradora.
7. Liderança: a capacidade de liderança inclui saber motivar a equipe, corrigir desvios de caminho, avaliar o planejamento, saber selecionar os membros da equipe e estabelecer os desafios para que as metas da empresa sejam atingidas.
Cynthia Serva é coordenadora e professora do Centro de Empreendedorismo do Insper.
FONTE: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/7-areas-que-todo-empreendedor-deve-dominar